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Política

Lula, Costa, Ruto e Carney criam P4M para fortalecer multilateralismo global

PorCarinne SouzaVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 22:40
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Lula, Costa, Ruto e Carney criam P4M para fortalecer multilateralismo global
Fatos Rápidos da Notícia
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em 20/9, o artigo que anuncia a criação do Parceiros para o Multilateralismo (P4M), junto com o presidente do Conselho Europeu, António Costa; o presidente do Quênia, William Ruto; e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney
  • O texto publicado pelo Financial Times afirma que em 2025 foram registrados 65 conflitos armados entre Estados em 35 países e as despesas militares globais atingiram US$ 2,9 bilhões
  • A P4M tem como prioridade a reforma do Conselho de Segurança da ONU e pretende fortalecer instituições multilaterais, promover a cooperação entre organizações regionais e abordar desafios como mudanças climáticas, saúde e inteligência artificial
Resumo Editorial

Diante de 65 conflitos armados e US$ 2,9 bilhões em gastos militares, P4M propõe reformar o Conselho de Segurança da O NU para revitalizar o multilateralismo global.

No domingo, 20 de setembro de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, ao lado dos presidentes do Conselho Europeu, António Costa; do Quênia, William Ruto; e do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, um artigo que anuncia a criação do Parceiros para o Multilateralismo (P4M), iniciativa que busca revitalizar o multilateralismo em um cenário global marcado por crescente fragmentação e polarização geopolítica.

Contexto Institucional e Antecedentes da P4M

O anúncio foi formalizado por meio de publicação no Financial Times, poucos dias antes da 81ª Assembleia Geral da O rganização das Nações Unidas (O NU), que reúne líderes de 193 países em Nova York, nos Estados Unidos. O texto destaca que em 2025 foram registrados 65 conflitos armados entre Estados em 35 países — o maior número desde 1946 — e que as despesas militares globais atingiram US$ 2,9 bilhões, valor considerado recorde. Nesse contexto, os quatro líderes defendem a P4M como resposta institucional à necessidade de reformar estruturas multilaterais, especialmente o Conselho de Segurança da O NU, visando torná-las mais representativas, legítimas e eficazes.

A iniciativa se insere no plano de governo brasileiro de fortalecer o papel do Brasil como ator engajado no debate global, alinhado às prioridades do presidente Lula, que já havia manifestado críticas ao incremento dos gastos militares e ao enfraquecimento do multilateralismo em fóruns internacionais. A proposta busca criar uma rede flexível e aberta para países dispostos a superar divisões ideológicas e regionais, promovendo coalizões práticas para enfrentar desafios como mudanças climáticas, saúde global e transformações digitais.

Ponto de Destaque

Em 2025, foram registrados 65 conflitos armados entre Estados em 35 países e as despesas militares globais atingiram US$ 2,9 bilhões — valores recordes desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Repercussão Internacional e Perspectivas Futuras

As declarações dos líderes foram recebidas com cautela mista: enquanto alguns países europeus elogiaram a proposta como um impulso à diplomacia colaborativa, representantes de nações emergentes questionaram a efetividade real da P4M sem maior engajamento institucional. Autoridades da O NU reforçaram apoio à iniciativa, desde que complementada por ações concretas e não substitutivas ao sistema existente.

A P4M pretende avançar com reuniões periódicas de ministros das Relações Exteriores e com representantes de organizações regionais, com foco em elaborar propostas para a reforma do Conselho de Segurança até 2026. O governo brasileiro sinalizou interesse em liderar um grupo de trabalho sobre inteligência artificial e segurança sanitária, ampliando a agenda multilateral além da segurança tradicional.

Atenção / Ponto Crítico
A reforma do Conselho de Segurança da O NU exige consenso entre os cinco membros permanentes; qualquer veto individual pode atrasar ou inviabilizar mudanças estruturais previstas pela P4M.

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