Na noite de 28 de agosto, sete indivíduos ficaram temporariamente aprisionados a uma altura aproximada de 50 metros no interior do brinquedo 'Tower of Terror', localizado no Parque de Diversões de Almería, na Espanha, após uma anomalia técnica causar o travamento do mecanismo de elevação, permanecendo sobressaios até a intervenção coordenada dos serviços de emergência.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A apuração realizada pela Diretoria de Segurança do Parque, em conjunto com a Delegacia de Polícia Local e o Corpo de Bombeiros de Almería, confirmou a ocorrência do incidente às 20h47, horário em que o equipamento, submetido a manutenção preventiva no dia anterior, apresentou falha no sistema hidráulico que impediu sua descida automática. As autoridades acionaram imediatamente dois caminhões de combate a incêndios equipados com escadas telescópicas para realizar o resgate, enquanto a zona circundante foi isolada por agentes da Guarda Civil para garantir a segurança dos operadores e visitantes.
O s antecedentes revelam que o 'Tower of Terror', instalado em 2015 e certificado anualmente pela Comissão de Esportes e Lazer da Comunidade Autônoma de Andaluzia, possuía histórico impecável de operacionalidade, com inspeções técnicas realizadas em março de 2024 que não identificaram anomalias nos componentes críticos. A causa provável do incidente, segundo laudo preliminar do Instituto de Engenharia Industrial da Universidade de Granada, deve-se à falha súbita na válvula solenoide responsável pelo bloqueio da pressão hidráulica.
Sete pessoas ficaram presas durante aproximadamente quatro horas em brinquedo que atinge 50 metros de altura sem causar feridos.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O Ministério da Presidência e Administração Pública da Espanha acionou o Protocolo de Emergência em Parques Temáticos, determinando a suspensão imediata das operações do brinquedo até a conclusão dos exames periciais e a revisão dos protocolos de manutenção, enquanto o Consumidor Andaluz afirmou que acionará o Ministério Público para apurar responsabilidades civis e criminais.
As manifestações do grupo Mestiza, previsto para se apresentar no Auditório Central do parque na data inicial, geraram questionamentos sobre os direitos dos artistas diante de falhas imprevistas, mas o Ministério da Cultura espanhol reiterou que contratos assinados incluem cláusulas de força maior, isentando as partes envolvidas de penalidades caso haja eventos além do controle racional.



