Na quinta-feira (3/9), o líder apontado do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, conhecido por ligação ao esquema do Novo Cangaço, foi preso em Assunção, no Pará, após ser localizado em residência e apresentar documentos de identificamos falsa durante a abordagem da Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Gerência de Combate ao Crime O rganizado (GCCO/Draco), da Gerência de Polinter e Capturas (Gepol), da Polícia Nacional do Paraguai e da Drug Enforcement Administration (DEA) dos Estados Unidos, sob mandado de prisão preventiva.
Contexto Investigativo e Antecedentes Judiciais
A investigação coordenada pela GCCO/Draco revelou que o investigado, identificado como membro de alto escalão do Comando Vermelho em Mato Grosso, é suspeito de coordenar o esquema 'Raspa Brasil Nacional', esquema estruturado para arrecadar recursos financeiros destinado ao sustento das atividades do CV, inclusive no roubo à instituição financeira modelado após o 'Novo Cangaço', técnica criminosa que envolve abordagem a caixas eletrônicos com uso de documentos falsos e ameaça armada., A investigação também aponta que o investigado teria sido envolvido na escavação de um túnel de aproximadamente 257 metros em 2022, construído a partir de uma residência em Cuiabá com o objetivo de facilitar o resgate de integrantes do CV presos na Penitenciária Central do Estado (PCE), além de ter sido localizado em fevereiro de 2023 utilizando documento público falsificado em Pontes e Lacerda, evidenciando sua trajetória contínua de fuga e uso de identidades fraudulentas.
Além das atividades ilícitas, o investigado é suspeito de coordenar a administração financeira do CV através do esquema 'Raspa Brasil Nacional', que envolvia a distribuição de bilhetes raspanos vendidos em estabelecimentos comerciais, com a arrecadação de recursos que eram repassados diretamente ao comando da facção; segundo a GCCO/Draco, ele exigia planilhas detalhadas contendo informações sobre volume de vendas, valores arrecadados e percentuais de repasse, sob pena de aplicação da chamada 'disciplina' da facção caso haja descumprimento das metas.
Além das atividades ilícitas, o investigado é suspeito de ter coordenado o roubo à instituição financeira no modelo conhecido como 'Novo Cangaço', esquema criminoso que envolve abordagem armada a caixas eletrônicos com uso de documentos falsos e ameaça armada para forçar a abertura da máquina, Durante seu período foragido, ele manteve contato com integrantes do CV por meio de videochamadas e transmissões ao vivo, orientando ações e cobrando cumprimento de metas estabelecidas pela liderança da facção.
Mesmo com mandado de prisão preventiva ativo desde 2022, ele conseguiu fugir do Brasil após deixar o estado, passando pelo Rio de Janeiro e seguindo para o exterior, onde foi localizado em Assunção após ação conjunta entre as polícias brasileiras e paraguaias.
Mesmo foragido, ele mantinha presença ativa nas redes sociais utilizando identidades falsas, divulgando conteúdos que evidenciavam sua conexão com o crime organizado, como imagens ao lado de mulheres com mandados de prisão em aberto e segurando armas de fogo semiautomáticas.
Durante sua fuga, ele também teria utilizado documentação falsa para viagens ao exterior e mantido comunicação com integrantes da facção por meio de videochamadas, transmitindo orientações operacionais e cobrando cumprimento das metas estabelecidas pela liderança da facção.
A Polícia Civil informou que o investigado já havia apresentado laudos e alegações judiciais sobre incapacidade mental, mas os laudos periciais indicaram comportamentos inconsistentes com total incapacidade mental, indicando possível tentativa de manipulação do sistema judicial, A ação coordenada pela GCCO/Draco contou com a participação da Polícia Nacional do Paraguai e da DEA dos Estados Unidos na localização e apreensão, O investigado possuía histórico de fuga e uso sistemático de documentos falsos para evadir a Justiça.
A ação coordenada pela GCCO/Draco contou com a participação da Polícia Nacional do Paraguai e da DEA dos Estados Unidos na localização, Ele possuía histórico conhecido de uso sistemático de identidades falsas para evadir a Justiça.



