Entre a manhã de sexta-feira (11/9) e as 9h de sábado (12/9), São Paulo registrou o maior volume de chuva acumulada em 24 horas em todo o território nacional, com 75,4 milímetros medidos pela estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, na zona norte da capital. O acumulado mensal atingiu 198,2 milímetros em apenas 12 dias, posicionando 2026 como o quarto setembro mais chuvoso desde o início da série histórica de medições na cidade, em 1943, e superando o total registrado em setembro de 2009 (197,2 mm), embora ainda esteja abaixo das três maiores marcas históricas.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A Defesa Civil manteve um monitoramento constante desde sexta-feira, em decorrência da instabilidade atmosférica provocada por áreas de umidade oriundas da Amazônia e do O ceano Atlântico, que se combinaram com frentes frias para gerar precipitações intensas sobre o estado. A série histórica do Inmet, registrada no Mirante de Santana — referência técnica para medições meteorológicas em São Paulo —, confirma que o volume acumulado neste mês já ultrapassou o total de setembro de 2009, ano marcado por chuvas extremas que causaram alagamentos generalizados e deslizamentos em diversas regiões.
Além das condições climáticas atípicas, o cenário é agravado pela continuidade da umidade atmosférica nas próximas semanas, o que pode ampliar ainda mais o acumulado mensal e elevar a classificação de 2026 entre os setembros mais chuvosos já documentados na capital, caso novas precipitações venham a ocorrer até o término do mês.
O acumulado de chuva em setembro atingiu 198,2 milímetros em apenas 12 dias, tornando 2026 o quarto setembro mais chuvoso desde 1943 e superando o total de setembro de 2009.
Repercussão Jurídica e O peracional da Defesa Civil
A Defesa Civil do Estado de São Paulo divulgou 21 alertas preventivos entre sexta e domingo (13/9), sendo 17 por SMS e quatro por Cell Broadcast, direcionados a municípios do litoral paulista e áreas metropolitanas vulneráveis a ventos intensos e alagamentos. O órgão orienta a população para evitar atividades em áreas de risco, especialmente próximas a córregos transbordados e encostas instáveis, com destaque para os municípios da Baixada Santista e Litoral Norte, onde precipitações podem chegar a 150 milímetros.
As autoridades ressaltam que a permanência prolongada em áreas sujeitas a deslizamentos ou alagamentos pode gerar responsabilização civil ou criminal em caso de omissão por parte de gestores públicos ou privados, conforme previsto no Código Penal e nas normas da Fiscalização Estadual de Proteção e Defesa Civil.



