Na noite de sábado (12), São Paulo enfrentou intensa neblina e acumulado histórico de precipitação, com 211,5 mm de chuva registrados até às 13h00, superando todos os valores desde 1995 e situando o mês entre os quatro mais chuvosos da história da capital.
Contexto Climático e Registro Histórico da Precipitação
O Centro diurnas e noturnas da capital paulista foram marcadas por condições atmosféricas extremas no início de setembro, com o CGE da Prefeitura de São Paulo confirmando 99% de umidade relativa do ar e temperatura média de 16 °C na noite de sábado, com previsão de 14 °C para a madrugada seguinte, enquanto imagens da revelaram visibilidade reduzida a menos de 50 metros em áreas centrais da cidade após as 20h00, evidenciando a densidade da neblina que obscureceu fachadas de edifícios residenciais e comerciais.
Apuração realizada pela Secretaria de Segurança e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou que o acumulado de 211,5 mm em apenas 12 dias de setembro ultrapassa o recorde anterior de 198,6 mm registrado em 2015, posicionando 2026 como o quarto maior mês chuvoso da série histórica iniciada em 1943, com apenas 2026,1993 e 1983 superando a marca acumulada até as 9h do dia 12.
Até as 9h do dia 12, setembro de 2026 já registrava 198,2 mm de chuva, consolidando-se como o quarto mês mais chuvoso da história paulista desde 1943.
Repercussões Técnicas e Medidas Preventivas
O Inmet informou que o maior volume de chuva em 24 horas no país, equivalente a 75,4 mm, foi registrado na estação automática do Mirante de Santana entre sexta-feira (11) e sábado (12), enquanto o banco de dados do CGE apontou que a média histórica mensal é de 66,0 mm, sendo que a atual precipitação representa um acréscimo de 220,4% acima do normal.
As autoridades municipais reforçaram o monitoramento contínuo das áreas vulneráveis à instabilidade geológica e ao risco de alagamentos, mantendo equipes da Defesa Civil em prontidão para atendimentos emergenciais durante a madrugada e nos dias subsequentes.



