O soldado do Exército Pedro Gabriel Bezerra, pertencente ao 7º Depósito de Suprimento no Recife (PE), desapareceu no sábado (17/10) durante o serviço de sentinela, levando consigo um fuzil calibre 7,62 mm e 20 munições, em circunstância que ainda não foi esclarecida pelas autoridades militares.
Contexto Institucional e Procedimentos de Investigação
A apuração jornalística revelou que o desaparecimento ocorreu no âmbito do 7º Depósito de Suprimento, localizado no bairro do Cabanga, região central do Recife, onde o soldado realizava função de vigilância em ponto estratégico antes de evadir-se com o armamento. O caso foi imediatamente encaminhado ao Inquérito Policial Militar (IPM), sob coordenação da Justiça Militar da União, após registro formal de ocorrência pela Polícia Militar e Civil de Pernambuco (PMPE e PCPE), que auxiliarão as investigações sob determinação do Comando Militar do Nordeste (CMNE).
Antecedentes indicam que a jovem envolvida na suposta ajuda à fuga ainda permanece sob prisão preventiva decretada em 19 de outubro, conforme mandado judicial emitido pela Vara Militar da União, após confissão de participação nos atos que culminaram na evasão do quartel; a defesa e familiares mantêm postura de reserva quanto à identidade da detida, enquanto o advogado Jario Santos confirmou à imprensa a efetivação da medida cautelar sem divulgar detalhes sobre sua origem ou vínculo com o soldado.
O fuzil calibre 7,62 mm e as 20 munições levadas por Pedro Bezerra representam risco iminente caso sejam empregados em ambiente civil não controlado.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuros
O Comando Militar do Nordeste (CMNE) confirmou publicamente o caso ao afirmar que o soldado "evadiu-se" com armamento durante atividade de vigilância, destacando a gravidade da infração disciplinar e a mobilização de recursos para localização do bem e do autor; a Justiça Militar da União mantém postura técnica ao orientar que a prisão preventiva da jovem responde à necessidade de garantia da ordem pública durante a fase instrutória do IPM.
As investigações seguem com foco na rastreabilidade do fuzil e na localização do soldado, enquanto a família mantém pressão pública por meio de apelos nas redes sociais, coordenados pelo advogado Jario Santos, que reiterou a ausência de registros visuais que comprovem a saída do quartel e reforçou o estado de angústia vivido pelos parentes.



