Na manhã de domingo, 27 de setembro, a categoria profissional dos rodoviários do Distrito Federal, reunida em assembleia no estacionamento do Conic, no Setor de Diversões Sul, oficializou a greve geral a partir da próxima segunda-feira (28/9), após rejeição unânime à proposta de reajuste salarial de 6% apresentada pelas empresas de ônibus no sábado (26/9).
Contexto Institucional e Histórico da Mobilização
A decisão foi tomada durante reunião da categoria que contou com a presença de representantes sindicais e atuantes no setor, após meses de negociações que vinham sendo travadas desde o anúncio inicial da greve em 20 de setembro, data em que a demanda por ajustes salariais e ampliados benefícios foi formalmente registrada junto aos órgãos competentes.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do DF destacou que a proposta de 6% era insuficiente para cobrir o aumento acumulado do custo de vida, especialmente em face da inflação registrada nos últimos doze meses, conforme indicado em relatório técnico apresentado na assembleia.
A greve geral dos rodoviários do Distrito Federal terá início imediato na segunda-feira (28/9), com paralisação total dos serviços urbanos e intermunicipais, afetando mais de 1,2 milhão de usuários diários.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
O Ministério do Trabalho acionou imediatamente os mecanismos de mediação previstos na Lei nº 10.104/2000, determinando a formação de comissão paritiva para tentar viabilizar um acordo emergencial antes do início da paralisação, sob pena de configuração de conduta ilícita por parte dos trabalhadores se houver descumprimento contratual.
Enquanto isso, o governo distrital declarou estar disposto a retomar os diálogos com a categoria na terça-feira (30/9), sinalizando abertura para negociação direta e possibilidade de revisão da proposta inicial mediante apresentação de novos dados econômicos.



