Na manhã de domingo, 27 de setembro, a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) reafirmou publicamente seu compromisso com a construção do Museu da Bíblia de Brasília, declarando que o projeto será efetivado e deixará de permanecer apenas no papel.
Contexto Histórico e Jurídico do Projeto do Museu da Bíblia
A governadora fez a afirmação durante participação na Corrida Cristã Brasil 2026, realizada no Parque da Cidade, em Brasília, onde reiterou que o Museu da Bíblia já está encaminhado para a fase de construção, após mais de quatro anos de trâmite burocrático desde seu anúnio em 2020 pelo Governo do Distrito Federal.
O projeto, que conta com forte respaldo religioso e cultural, enfrenta desde sua proposição críticas por parte do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que questionou a destinação de recursos públicos para uma instituição privada vinculada ao setor evangélico, além de debates sobre a constitucionalidade de sua localização no Eixo Monumental, região onde coexistem outros marcos religiosos como a Catedral Metropolitana e a Praça dos O rixás.
O governador reeleito promete construir o Museu da Bíblia em menos de dois anos após mais de quatro anos de paralisação técnica e legal.
Repercussão Política e Desafios Administrativos na Execução da O bra
A declaração da governadora foi alvo imediato de críticas por parte de setores laicos e direitos humanos, que consideram a iniciativa uma invasão do laicismo constitucional previsto na Constituição Federal, além de gerar dúvidas sobre a viabilidade orçamentária em um ano eleitoral.
Especialistas em gestão pública apontam que a retomada do projeto dependerá da aprovação da Câmara Legislativa do DF, da superação dos obstáculos apontados pelo TCDF e da definição de parcerias público-privadas viáveis para garantir sustentabilidade financeira e cronológica.



