O Ministério da Saúde ampliou o acesso ao cuidado psicológico remoto por meio do programa Acolhe Mais, disponibilizando até 100 mil teleatendimentos mensais pelo aplicativo Meu SUS Digital, com foco inicial em mulheres em situação de violência e posteriormente expandindo o escopo para mães, tias, avós e demais familiares responsáveis pelo cuidado de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras, iniciando-se em março de 2026 como projeto-piloto em Recife e Rio de Janeiro e estendendo-se nacionalmente com estrutura técnica e operacional já consolidada.
Contexto Institucional e Estratégico do Programa Acolhe Mais
A implementação do serviço remoto pelo SUS representa uma resposta estratégica à desigualdade de acesso ao cuidado psicológico, especialmente para mulheres que enfrentam barreiras físicas, sociais ou de segurança no acesso presencial, como casos de violência doméstica, isolamento geográfico ou sobrecarga nas responsabilidades de cuidado.
A iniciativa conta com psicologas capacitadas pelo Ministério da Saúde que realizam escuta sensível e identificação precoce de riscos, com atendimentos remotos de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h, sem necessidade de encaminhamento prévio.
O programa Acolhe Mais oferece até 100 mil teleatendimentos mensais gratuitos pelo Meu SUS Digital para mulheres em situação de violência e cuidadoras de pessoas com deficiência ou doenças raras.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuro
A ampliação do acesso ao atendimento psicológico remoto foi recebida com positiva avaliação por órgãos competentes, como a Comissão Nacional de Política Habitacional e Saúde Mental, que destacou a medida como alinhada às metas da Política Nacional de Saúde Mental.
Especialistas apontam que o modelo pode servir de referência para outras políticas públicas que buscam descentralizar o cuidado e reduzir a dependência de serviços presenciais em áreas vulneráveis.



