Na última semana, a My Vintage Dress, loja especializada em vestidos de noiva localizada na zona O este de São Paulo, tornou-se centro de investigação policial após a proprietária, Camila Rossi, formalizar à Polícia Civil um boletim de ocorrência por suspeita de estelionato envolvendo cerca de R$ 1 milhão, enquanto enfrenta ação de despejo por dívida de R$ 720 mil em impostos e encargos. A defesa da empresária, representada pelo advogado Luiz Augusto D'Urso, informou que o desvio de recursos teria ocorrido por parte de uma funcionária e que, mesmo diante da crise financeira provocada pelo prejuízo, a loja continua operando com ajustes operacionais e tentativa de cumprir compromissos com noivas.
Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração
De acordo com o registro policial datado do dia 4 de maio, Camila Rossi depositou à Delegacia da Zona O este um boletim de ocorrência fundamentado em indícios de fraude comercial, após clientes identificarem irregularidades nos pagamentos referentes a serviços já prestados ou parcialmente cumpridos. O valor alegado pela proprietária corresponde a aproximadamente R$ 1 milhão, somados valores recebidos por noivas que aguardavam entrega dos vestidos sob medida.
Nos dias subsequentes ao registro inicial, a defesa de Rossi destacou que, para viabilizar a continuidade dos trabalhos artesanais após o desvio de recursos, a empresária teria recorrido a aproximadamente R$ 600 mil provenientes de seus próprios recursos pessoais, além da demissão de colaboradores para reduzir despesas operacionais. A empresa também enfrenta processo judicial na 2ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, onde foi requerida ao pagamento imediato de R$ 720 mil em dívidas tributárias acumuladas desde abril até agosto de 2026.
A proprietária investiu R$ 600 mil do próprio bolso para manter a empresa ativa após o desvio de cerca de R$ 1 milhão por funcionária e enfrenta despejo por débito de R$ 720 mil em IPTU.
Repercussão Jurídica e Consequências Imediatas
A SSP confirmou que as denúncias são investigadas como estelionato e que as medidas cabíveis serão adotadas conforme avaliação técnica das autoridades policiais, sem previsão imediata de quantitativo de casos abertos. Paralelamente, o processo de despejo protocolado na quinta-feira (3) na 2ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros impõe prazo recursal de 15 dias para quitação do débito tributário e encargos sob pena de execução forçosa.
O advogado Luiz Augusto D'Urso ressaltou que a empresa não encerrou suas operações financeiramente e que as entregas dos vestidos contratados estão sendo priorizadas mesmo com atrasos, enquanto as tentativas de reestruturação incluem reestabelecimento da produção na sede e continuidade das atividades com costureiras remotas para cumprir prazos contratuais.



