Na quarta-feira (9/9), a mãe de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, entregou material genético à Polícia Federal em São Luís para comparar o DNA da prima Clarisse Cardoso com o de uma criança localizada nos Estados Unidos, cuja possível identificação como Allan depende de exame comparativo ainda não concluído, após oito meses de desaparecimento dos irmãos em Bacabal (MA).
Contexto Institucional e Procedimentos de Investigação
A coleta do material genético ocorreu durante reunião técnica na sede da Polícia Federal, com a participação direta da Interpol, que acionou protocolo de cooperação internacional para incluir os dados das crianças nos sistemas de busca globais; segundo a advogada da família, Nathaly Moraes, o DNA de Clarisse ainda não foi inserido em bancos de dados nacionais ou internacionais utilizados para identificação de desaparecidos.
A advogada destacou que o mapeamento genético da prima servirá para cruzar perfis com a criança encontrada nos EUA, processo que se avizinha como decisivo para a confirmação da identidade de Allan, uma vez que o caso permanece sem respostas oficiais há oito meses desde o desaparecimento ocorrido em Bacabal.
A Interpol terá acesso a sistemas em 197 países para cruzar informações genéticas e localizar as crianças desaparecidas há oito meses.
Repercussão Jurídica e Consequências Internacionais
A Polícia Federal e a Interpol formalizaram parceria para incluir os dados genéticos das crianças nos protocolos de busca ativa, com a expectativa de que o caso seja enquadrado nos alertas amarelo e azul da organização, ferramentas usadas globalmente para identificar e rastrear indivíduos desaparecidos em contextos internacionais.
A família aguarda agora a confirmação pericial do exame comparativo, enquanto a Interpol sinaliza que a inclusão nos bancos internacionais pode acelerar a localização caso a criança nos EUA seja efetivamente Allan, ampliando as chances de reencontro após meses de incerteza.



