A Polícia Federal deflagrou a O peração Dinastia do Lago, em 16 de setembro, contra o deputado federal Adail Filho (MDB-AM), seu pai, o prefeito Adail Pinheiro (Republicanos), e secretários municipais de Coari, apreendendo pilhas de dinheiro e diversas joias em 29 mandados de busca e apreensão que resultaram na prisão de 106 indivíduos e no bloqueio judicial de mais de R$ 508 milhões em bens, em investigação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF.
Contexto Institucional e Histórico da O peração
A investigação da Polícia Federal, coordenada pela Subchefia de Repressão ao Crime O rganizado (SRCO) e autorizada judicialmente pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, apura fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro no município de Coari, onde o prefeito Adail Pinheiro exerceu mandato consecutivo com forte influência política e controle sobre contratos públicos.
As apurações foram iniciadas após a apreensão de cerca de R$ 1,25 milhão em espécie por três empresários durante voo entre Manaus e Brasília em maio de 2025, fato que desvendou uma suposta estrutura coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros para manipulação de licitações e ocultação de valores ilícitos.
Mais de R$ 508 milhões em bens bloqueados e 106 prisões efetivadas na O peração Dinastia do Lago.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acionou o Ministério Público Federal para o exercício da ação penal contra os alvos da operação, que respondem por crimes previstos nos artigos 317 (fraude à licitação), 333 (peculato), 313 (corrupção ativa) e 153 (lavagem de dinheiro) do Código Penal.
O prefeito Adail Pinheiro, por meio de seu advogado, nega qualquer envolvimento indevido e afirma que as provas ainda serão analisadas com transparência, enquanto a assessoria do deputado federal Adail Filho declara que o parlamentar está à disposição das autoridades para colaborar com esclarecimentos.
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