Carregando...
Voltar para a página inicial
Política

Filho de senador aliado de Lula reativa contratos de R$ 8,7 milhões da Codevasf com empresa investigada na PF

PorLuiz VassalloVerificadoOrtografia IAPublicado Ontem às 23:48
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Filho de senador aliado de Lula reativa contratos de R$ 8,7 milhões da Codevasf com empresa investigada na PF
Fatos Rápidos da Notícia
  • Marcelo Vaz da Costa Castro, filho do senador Marcelo Castro (MDB), reativou cinco contratos de R$ 8,7 milhões da Codevasf com a Construservice, empresa investigada pela PF por fraudes e ligada ao sócio oculto Eduardo José Barros da Costa, conhecido como 'Imperador', que firmou mais de R$ 152 milhões em contratos com a estatal durante o governo Bolsonaro
  • A reativação dos contratos ocorreu em maio por meio de portaria do ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (União Brasil), indicado pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil), com base em regras para pagamento de emendas de relator — o orçamento secreto — referentes aos exercícios de 2020 a 2022
  • A Codevasf penalizou duas vezes a Construservice por irregularidades na prestação de serviços, impondo sanções de dois anos de suspensão de licitações e multa, enquanto o STF declarou inconstitucional o orçamento secreto em dezembro do ano passado, proibindo sua execução a critério parlamentar, embora mantendo a obrigatoriedade de transparência e permitindo a continuidade dos contratos já firmados
Resumo Editorial

O filho do senador aliado de Lula reativou cinco contratos de R$ 8,7 milhões da Codevasf com uma empresa investigada pela PF por fraudes e ligada ao sócio oculto Eduardo José Barros da Costa, o 'Imperador', que firmou mais de R$ 152 milhões em contratos com a estatal durante o governo Bolsonaro.

Em maio, o filho do senador Marcelo Castro (MDB), Marcelo Vaz da Costa Castro, reativou cinco contratos de R$ 8,7 milhões da Codevasf com a Construservice, empresa investigada pela Polícia Federal por fraudes e ligada ao sócio oculto Eduardo José Barros da Costa, o 'Imperador', que firmou mais de R$ 152 milhões em contratos com a estatal durante o governo Bolsonaro.

Contexto Institucional e Histórico da Reativação dos Contratos

A reativação dos contratos ocorreu por meio de portaria do ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (União Brasil), indicado pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil), baseando-se nas regras para o pagamento das emendas de relator, referentes ao orçamento secreto dos exercícios de 2020 a 2022, mesmo após a Codevasf ter imposto à Construservice sanções de dois anos de suspensão de licitações e multa por irregularidades na prestação de serviços.

A decisão foi tomada após a suspensão temporária dos termos pela anterior superintendente da Codevasf no Piauí, Inaldo Pereira Guerra Neto — apadrinhado do senador Ciro Nogueira (PP-PI) —, que justificou a interrupção com a 'incerteza acerca da origem dos recursos', enquanto o governo Lula enfrentava pressão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para liberar os restos a pagar do orçamento secreto, verba empenhada que ainda não havia sido quitada.

Ponto de Destaque

Mais de R$ 152 milhões em contratos firmados pela Construservice com a Codevasf durante o governo Bolsonaro.

Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais

A reativação gerou questionamentos sobre a legalidade da continuidade dos contratos após a declaração do STF, em dezembro do ano passado, que considerou inconstitucional o orçamento secreto e proibiu sua execução a critério parlamentar, embora determinasse transparência e mantivesse a validade de contratos já firmados.

O governo federal tem acelerado a execução da verba de restos a pagar — que pode chegar a R$ 8,6 bilhões — como estratégia política para consolidar apoios no Congresso, apesar da obrigatoriedade de transparência e da ausência de obrigação formal de liberar esses recursos.

Atenção / Ponto Crítico
O STF declarou inconstitucional o orçamento secreto, proibindo sua execução discrecional pelos parlamentares, sob pena de violação à ordem constitucional.

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio