A Pesquisa Nacional de Segurança e Tecnologia, realizada pela Quaest em parceria com a Pax e divulgada em 18 de setembro, revelou que 86% dos brasileiros manifestam-se favoráveis ao uso da inteligência artificial (IA) para atividades de segurança pública, indicando amplo respaldo popular à incorporação de tecnologias avançadas no combate à criminalidade.
Contexto Institucional e Metodológico da Pesquisa Nacional
A pesquisa, amparada por amostragem representativa de 2.004 entrevistados em todo o território nacional entre os dias 12 e 15 de setembro, contou com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, segundo os parâmetros metodológicos divulgados pela Quaest.
O s resultados demonstram que a maioria esmagadora da população brasileira apoia a aplicação da IA em diferentes frentes da segurança pública, com destaque para o uso de câmeras inteligentes na localização de desaparecidos (97%) e na identificação de veículos roubados ou foragidos (96%), indicando forte aceitação das ferramentas tecnológicas para ampliar a eficiência operacional das forças policiais.
86% dos brasileiros são favoráveis ao uso da inteligência artificial na segurança pública, segundo pesquisa da Quaest.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, reiterou que a adoção responsável da IA deve pautar-se na transparência, no controle social e na proteção de direitos fundamentais, ressaltando que 'a tecnologia deve ser aliada da lei, não substituta do Estado', conforme declaração oficial acompanhada pelo Conselho Nacional de Justiça.
Especialistas apontam que a aprovação unânime das medidas por parte da sociedade civil pressiona o Legislativo a avançar rapidamente na regulamentação específica para o uso da IA nas polícias estaduais e federais, com foco em garantir auditoria independente e prevenir abusos algoritmicos.


