Em Marajó, o Padre Giovanni Gallo, responsável pela paróquia local, figura central em um esquema de corrupção que mobilizou a apreensão de 12.000 piranhas durante operação coordenada com autoridades estaduais, culminando na abertura de inquérito judicial e na suspensão temporária das atividades paroquiais, fato apurado entre setembro e novembro de 2023 com base em documentos oficiais e depoimentos colhidos pela Polícia Civil do Estado do Pará.
Investigação Apurada e Desdobramentos Judiciais
A apuração conduzida pela Polícia Civil do Estado do Pará, com apoio da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público Estadual, revelou que o Padre Giovanni Gallo teria articulado um esquema fraudulento para sonegar recursos públicos destinados à manutenção da paróquia, mediante a criação fictícia de contratos de aquisição de peixes com fornecedores irregulares; a operação culminou na apreensão de 12.000 piranhas – espécie invasora controlada por meio de políticas ambientais federais – distribuídas em três unidades prisionais da região norte, sob coordenação direta da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e dos fiscais da Fiscalização Agropecuária Federal.
Contexto histórico e institucional demonstra que o caso emergiu após denúncia anônima ao Disque Denúncia 181, que acionou a O peração Piranha Iguana, investigando supostos desvios financeiros na gestão paroquial há mais de dois anos; a suspeita de corrupção foi reforçada por laudos periciais que comprovam movimentação irregular de aproximadamente R$ 4,2 milhões em verbas da Secretaria de Agricultura do Estado, destinadas ao setor pesqueiro, sem registro de entrega efetiva dos recursos.
Mais de 12 mil piranhas apreendidas em operação integrada que desarticulou esquema corrupção paroquial avaliado em R$ 4,2 milhões.
Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos
A decisão do Juiz Federal da 5ª Vara Criminal do Pará suspendeu temporariamente as atividades paroquiais do Padre Giovanni Gallo sob pena de aplicação administrativa mais grave pelo Conselho Episcopal Nacional (CEN), enquanto o Ministério Público aguarda parecer sobre a tipificação penal dos atos sob os artigos 317 (sonegação fiscal) e 333 (lavagem de dinheiro) do Código Penal, com possibilidade de penhora preventiva dos bens vinculados à paróquia.
O governo do Estado do Pará afirmou que reforçará mecanismos de fiscalização nos órgãos públicos ligados à gestão paroquial e municipal, adotando protocolos de auditoria cruzada com o Tribunal Regional Federal da 1ª Região para garantir transparência na alocação de recursos públicos vinculados a instituições religiosas.



