A empresa informou que as vendas no quarto trimestre fiscal somaram US$ 114,48 bilhões, superando as estimativas dos analistas de US$ 113,39 bilhões, segundo dados da LSEG. O desempenho foi impulsionado pela demanda inicial pela linha iPhone 18 Pro e por aumentos de preços que ajudaram a compensar o impacto da alta nos custos dos chips de memória.
O lucro por ação no período foi de US$ 2,10, acima das estimativas de US$ 1,99 por ação, mesmo excluindo US$ 0,05 por ação referentes a reembolsos de tarifas. As vendas do iPhone no trimestre, incluindo os modelos 18 Pro, somaram US$ 57,58 bilhões, superando as previsões de US$ 56,54 bilhões.
Os resultados ocorrem sob a liderança do novo CEO, John Ternus, que assumiu o cargo em setembro. A empresa optou por espaçar os lançamentos de iPhones este ano, com os modelos Pro e Duo chegando ainda este ano e outros modelos previstos para o próximo ano.
Além dos smartphones, a Apple lançou seus primeiros laptops com tela sensível ao toque e seu primeiro hub para casa inteligente neste trimestre de compras de fim de ano. Analistas apontam que o ritmo constante de lançamentos visa suavizar o ciclo anual de receita da empresa.
O iPhone Duo, primeiro telefone dobrável da Apple, esgotou em poucas horas online e gerou filas nas lojas no mês passado, embora haja relatos de clientes sobre telas trincadas no dispositivo. A empresa também elevou os preços dos modelos do iPhone 17 em US$ 100 e de alguns MacBooks para amenizar o impacto da alta dos chips de memória impulsionada por inteligência artificial.
A Apple informou que as margens brutas foram de 47,9%, acima das estimativas dos analistas, que eram de 47,5%. Outra questão fundamental para as margens de lucro são os custos da nova Siri com inteligência artificial integrada, que já está recebendo 2,5 bilhões de solicitações por dia.



