No Parque São Domingos, no coração da zona oeste de São Paulo, o policial militar André Coelho Maximo da Costa efetuou disparo fatal contra Camila Pereira da Silva, 32 anos, utilizando pistola calibre.40, conforme registrado no boletim de ocorrência do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), após a vítima ser identificada como portadora de faca e recusar-se a obedecer ordens de contenção.
Apuração Técnica e Contexto da O currência
A apuração conduzida pelo DHPP confirmou que o disparo decisivo foi realizado com arma de fogo calibre.40, enquanto o taser — dispositivo elétrico cuja utilização é condicionada à habilitação específica prevista em normas federais — não constava como equipamento empregado pelo agente, que declarou, no interrogatório, não possuir certificação para seu uso.
O caso ocorreu em circunstância complexa em que a vítima, segundo análise preliminar do boletim, transitava armada com faca e caminhava em direção aos policiais após recorrentes ordens para abandono do objeto contundente, embora imagens capturadas indiquem que, no exato instante do disparo, seus braços estivessem posicionados para baixo sem gesto de ataque efetivo contra os agentes.
O policial disparou uma única vez com pistola calibre.40 que matou Camila Pereira da Silva no Parque São Domingos
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
O delegado responsável pelo caso apontou indícios claros de excesso no uso da força, fundamentando a prisão em flagrante do policial militar e determinando a abertura imediata de Inquérito Policial Militar (IPM) sob supervisão da Corregedoria da Polícia Militar.
A manifestação da Secretaria da Segurança Pública (SSP) busca esclarecer os critérios de habilitação para dispositivos não letais como o taser, enquanto a trajetória do agente permanece sob investigação disciplinar e judicial, com possibilidade de suspensão preventiva e eventual ação civil pública.
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