Durante a manhã de terça-feira (1º/9), integrantes das equipes de campanha de Celina Leão (PP) e Ricardo Cappelli (PSB) protagonizaram uma série de confrontos verbais e gestos agressivos durante a chegada dos candidatos ao jornal Correio Braziliense, palco de uma agenda de debate pré-eleitoral para o Governo do Distrito Federal, após a qual a tensão escalou com a arremesso de água e uma garrafa que feriu um membro da equipe de Cappelli.
Contexto Institucional e Desafios Políticos na Temporada de Debates
A apuração revelou que, apesar da formalidade institucional dos encontros de candidatos, a atmosfera se viu marcada por provocações explícitas: integrantes da equipe de Celina Leão rotularam o grupo de Cappelli como 'forasteiros', expressão que repercutiu nas redes sociais e intensificou o clima de hostilidade.
Antecedentes indicam que essa nona edição dos debates regionais tem sido cenário recorrente de desgastes pessoais, com o Fundo do DF — regulado pela Lei Complementar 17/2023, sancionada pelo presidente Lula — sendo alvo direto de litígios judiciais movidos por Celina, que questiona a constitucionalidade da norma em razão de seu impacto no financiamento de campanhas eleitorais.
O confronto gerou feridos, com uma garrafa atingindo um integrante da equipe de Cappelli na cabeça, evidenciando a volatilidade dos debates eleitorais no Distrito Federal.
Repercussões Legais e Estratégias Políticas em Foco
A Procuradoria-Geral do Distrito Federal acionou o Ministério Público para investigar os episódios como atos de improbidade administrativa e violação à ordem pública durante eventos oficiais.
Celina Leão, por sua vez, protocolou ação direta de inconstitucionalidade (ADI) no STF contra a lei sancionada por Lula, argumentando que a norma compromete a autonomia financeira do Fundo do DF e configura desproporcionalidade no uso de recursos públicos.



