Durante o debate promovido pelo Correio Brasiliense e TV Brasília na terça-feira (1º/9), a candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) destacou a necessidade urgente de revitalização da saúde primária na capital, criticando a precarização dos serviços e a sobrecarga das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que, segundo ela, representam sintoma de um sistema de saúde pública em desequilíbrio estrutural.
Diagnóstico da Crise Sanitária e Desafios do Sistema de Saúde do DF
A análise foi realizada com base em dados recentes do Ministério da Saúde e relatórios técnicos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que apontam para filas médicas medianas de 120 dias para procedimentos eletivos e ocupação média de 92% nas UPAs, indicadores que agravam a eficiência do atendimento e comprometem a continuidade do cuidado.
O contexto histórico recente evidencia a descentralização insuficiente das competências sanitárias no DF, com ciclos prolongados de investimento em infraestrutura e falta de políticas de retenção de profissionais, fatores que Paula atribui diretamente à gestão atual, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de priorizar o nível básico como alicerce para aliviar a pressão sobre as UTIs e emergências.
A saúde pública do DF não está só na UTI, ela está intubada
Repercussão Institucional e Respostas O ficiais
A Secretaria de Saúde do DF rebateu as críticas afirmando que investimentos recentes em ampliação de unidades básicas e capacitação de equipes visam corrigir distorções estruturais, com meta de reduzir em 40% os prazos cirúrgicos até 2025.
Paula reforçou que sua proposta prioriza a rede primária com contratação massiva de profissionais e integração entre unidades básicas e hospitais regionais para garantir fluxo contínuo do paciente.
Espera-se que as propostas apresentadas até setembro subsidiem o debate eleitoral com subsídios técnicos do Conselho Federal de Medicina e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva.



