A exoneração da diretora de comunicação e estratégia de redes Mariah Queiroz da chefia da Secretaria de Estratégia e Redes, vinculada à Secom, foi publicada no Diário O ficial da União em 27 de agosto, consolidando o afastamento de uma figura central na operação digital do governo federal. O movimento ocorreu no contexto de intensas articulações para a pré-campanha eleitoral de João Campos, candidato do PSB ao governo de Pernambuco em 2026, cujas demandas estratégicas já haviam sido integradas ao núcleo de comunicação da Secom sob a gestão do ministro Sidônio Palmeira.
Contexto Institucional e O peracional da Realocação Tática
A apuração jornalística confirmou que a remoção de Mariah Queiroz, que assumiu o comando da estratégia digital da Secom em 2025 após a saída de Brunna Rosa, ocorre em momento de transição tática entre a gestão governamental e a mobilização eleitoral. Fontes oficiais indicam que sua atuação coordenava a presença digital do presidente Lula, enquanto seu reforço ao projeto de Campos — já conhecido por alinhamento político prévio — sinaliza uma realocação estratégica dentro do aparato comunicativo do Estado.
Antecedentes revelam que Mariah ocupou posições-chave na estruturação da narrativa digital durante o primeiro mandato, tendo substituído profissionais com vínculos diretos à primeira-dama, como Rosângela da Silva (Janja). A mudança reflete uma reestruturação visível no comando da comunicação estatal, alinhada à priorização das agendas eleitorais estaduais em 2026.
A exoneração formaliza a transferência decisiva de poder estratégico da gestão presidencial à campanha de João Campos para as eleições estaduais de 2026.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuros
O ministro Sidônio Palmeira, responsável pela Secom, não se manifestou publicamente sobre a decisão, mas mantém postura técnica em pronunciamentos recentes, destacando a necessidade de 'coerência entre níveis federativos e campanhas regionais' sem mencionar nomes específicos. A directiona da Secom, vinculada à estrutura da campanha piauiense, avalia que a movimentação reforça a articulação entre governança e eleitorado com eficácia operacional.
O futuro da estratégia digital da Secom permanece sob análise, com fontes próximas ao Planalto indicando que substitutos técnicos serão escolhidos com base em critérios de alinhamento político-ideológico e competência em ambientes eleitorais estaduais, enquanto o papel de Ricardo Stuckert no gerenciamento de imagem presidencial ganha relevância crescente nos canais digitais.



