O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador José Edivaldo Rocha Rotundano, e a procuradora-geral do Estado da Bahia, Bárbara Camardelli Loi, buscam junto aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a revisão da decisão do ministro Luiz Fux de prorrogar por mais 90 dias o contrato de administração dos depósitos judiciais do TJBA com o Banco de Brasília (BRB), medida que ameaça interromper a transferência desses recursos à Caixa Econômica Federal a partir de 28 de agosto.
Contexto Institucional e Desdobramentos Regulatórios
A apuração revela que o TJBA anunciou, em agosto, o encerramento do contrato com o BRB após constatação de irregularidades no uso dos recursos para custódia de valores judiciais, motivando a decisão cautelar concedida por Fux em 25 de agosto, que suspendeu qualquer migração da operação para a Caixa Econômica Federal e manteve o contrato vigente enquanto aguarda análise da Segunda Turma do STF entre 4 e 14 de setembro.
O embate regulatório se insere no quadro mais amplo da crise financeira do BRB, que acumula prejuízos bilionários desde a aquisição de carteiras do Banco Master, necessitando de capitalização via empréstimo de até R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com o Governo do Distrito Federal como acionista majoritário.
A decisão de Fux aponta risco sistêmico à economia e ao Judiciário, com potencial prejuízo irreparável aos milhares de clientes do BRB e à estabilidade financeira nacional.
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Repercussão Jurídica e Estratégias de Reversão.
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A procuradora-geral Bárbara Loi e o presidente do TJBA, José Edivaldo Rotundano, têm articulado diretamente com ministros do STF na tentativa de reverter a prorrogação, sustentando que o contrato original previa cláusula de renovação excepcional e que a interrupção violaria um acordo homologado pelo próprio ministro Fux em processo distinto., O Governo do Distrito Federal acionou judicialmente o STF alegando que a decisão contraria uma contratação emergencial firmada com a Caixa Econômica Federal para assumir temporariamente a gestão dos depósitos, enquanto o BRB permanece sob risco de liquidação caso deixe de receber os aproximadamente R$ 394 milhões mensais em novos depósitos.
A análise da Segunda Turma do STF sobre a prorrogação deve ocorrer entre 4 e 14 de setembro, quando o desfecho legal da disputa entre TJBA, BRB e Caixa Econômica Federal será definido.



