Duas brasileiras que utilizaram vestimentas e símbolos do Partido dos Trabalhadores (PT) durante a votação no exterior do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro, foram alvo de perseguição nas redes sociais pelo eurodeputado polonês Dominik Tarczyński, membro do Parlamento Europeu, após publicação de registros fotográficos que os denunciavam como promotoras do comunismo ao lado do presidente Lula, fato que desencadeou notificação formal ao Ministério das Relações Exteriores brasileiro e à atuação do Consulado em Varsóvia.
Contexto Institucional e Desenvolvimento do Fato
As cidadãs brasileiras compareceram à votação realizada em local de votação no exterior da Polônia, utilizando um broche com a estrela do PT e um boné vermelho como vestimenta pública, gesto que, segundo o eurodeputado, violaria a legislação polonesa que proíbe a divulgação de ideologia comunista; as imagens foram divulgadas por Tarczyński em sua conta oficial na plataforma X, onde solicitaram urgentemente que seus seguidores identificassem as mulheres com base em suas aparências e símbolos partidários.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que as brasileiras foram notificadas pela Embaixada do Brasil em Varsóvia e que o setor consular ofereceu assistência formal às nacionais, embora não tenha especificado se houve pedido concreto de apoio, mantendo postura técnica e reservada diante do caso que envolve sensibilidades diplomáticas e questões eleitorais internacionais.
Duas brasileiras foram alvo de perseguição online por usar símbolos do PT durante votação no exterior da Polônia
Repercussão Política e Desdobramentos Consulares
A notificação formal ao Itamaraty pelo Consulado em Varsóvia reforça a responsabilidade institucional de proteger cidadãos brasileiros no exterior, mesmo quando suas ações geram reações adversas em países estrangeiros com legislações restritivas quanto à liberdade ideológica.
Tarczyński, aliado político de Flávio Bolsonaro no cenário europeu, mantém postura agressiva na defesa de pautas conservadoras e anti-imigração, utilizando o caso para exacerbar tensões simbólicas relacionadas ao PT e ao governo Lula, sem fundamentação legal clara no direito polonês sobre liberdade de expressão política.



