O Banco de Brasília (BRB) acumula problemas financeiros há mais de um ano e, segundo apuração da jornalista Larissa Rodrigues, não divulga relatórios financeiros nesse período. A instituição tenta, há quase um ano, obter empréstimos junto a bancos privados ou ao Fundo Garantidor de Crédito para cobrir um rombo estimado em, no mínimo, R$ 8 bilhões, valor que fontes ouvidas pela reportagem indicam poder ser ainda maior.
O resultado das eleições no Distrito Federal complicou a estratégia do governo local de garantir apoio da União nos empréstimos buscados pelo banco. Diante desse impasse, fontes ouvidas pela jornalista — incluindo funcionários do BRB — relatam que a instituição passou a considerar a abertura ao mercado externo, com possibilidade de privatização parcial e entrada de um sócio externo, mantendo o governo do Distrito Federal como principal acionista.
Paralelamente, circulam nos corredores do banco conversas sobre um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para o início de 2027, que poderia abranger entre 15% e 20% do total de funcionários. A situação gera preocupação dentro da instituição e no governo local, uma vez que o BRB recebe aportes do Distrito Federal e é responsável pelo pagamento da maioria dos servidores públicos de Brasília.



