No dia de hoje, 31 de agosto de 2024, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei O rçamentária Anual (PLOA) para o exercício de 2027, com previsão de salário mínimo de R$ 1.741, representando aumento de R$ 120 (7,4%) sobre o valor vigente de R$ 1.621, em um contexto de elevada pressão fiscal e desafios na contenção da dívida pública, que atinge 82% do PIB.
Contexto Institucional e Fiscal do PLOA 2027
A proposta orçamentária foi formalmente remetida à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, sob a coordenação da Secretaria Especial da Receita Federal e do Ministério da Fazenda, com a expectativa de que a análise legislativa ocorra entre setembro e dezembro de 2024, em um cenário marcado pela necessidade de equilibrar despesas obrigatórias e investimentos estratégicos.
O documento prevê ainda aporte de R$ 6 bilhões aos Correios, além de aumento nas despesas discricionárias, com foco em investimentos em infraestrutura e programas sociais, enquanto mantém a meta fiscal de superávit primário de 0,5% do PIB para 2027, equivalente a R$ 73,2 bilhões, numa trajetória de dívida bruta que ultrapassa 80% do PIB desde o início do atual mandato.
O salário mínimo previsto para 2027 será de R$ 1.741, representando aumento real significativo em um ano marcado por tensões fiscais e debates sobre sustentabilidade das contas públicas.
Repercussão Política e Desafios da Tramitação Legislativa
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que o reajuste do salário mínimo refletirá em ajustes correlatos em aposentadorias e benefícios sociais, garantindo poder de compra sem comprometer a responsabilidade fiscal prevista no arcabouço primary fiscal.
O presidente Lula afirmou recentemente que não se preocupa com a dívida pública próxima de 80% do PIB, argumentando que crescimento econômico sustentado reduzirá a relação dívida/PIB ao longo do tempo.



