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Política

Alcolumbre adia votação da redução da maioridade penal no Senado até Câmara concluir análise

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 17:41
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Alcolumbre adia votação da redução da maioridade penal no Senado até Câmara concluir análise
Fatos Rápidos da Notícia
  • Davi Alcolumbre adiou a discussão da redução da maioridade penal no Senado até a Câmara concluir a análise da PEC.
  • Hugo Motta pediu o adiamento após deputados reclamarem da votação paralela de propostas derivadas da PEC da Segurança Pública.
  • Esquerda sugere 16 anos e bolsonaristas defendem 14 anos para crimes hediondos, resultando em PECs autônomas.
Resumo Editorial

O presidente do Senado decidiu retirar o tema da pauta após pedido do presidente da Câmara, que reclamou da iniciativa dos senadores de votar propostas paralelas sobre a maioridade penal enquanto a matéria ainda tramita na Casa baixa.

Davi Alcolumbre anunciou o adiamento da discussão sobre a redução da maioridade penal nesta quarta-feira (4/11), aguardando que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação na Câmara dos Deputados chegue ao Senado.

A decisão atende a um pedido de Hugo Motta, depois que deputados se incomodaram com a tentativa do Senado de votar duas propostas derivadas da PEC da Segurança Pública, aprovada na terça-feira (3/11).

Em plenário, Alcolumbre declarou que se reuniu com Motta e que, independentemente de concordar ou não, precisa preservar a relação entre as casas e reconhecer que a Câmara iniciou o debate.

O governo Lula e a oposição disputam a idade mínima para crimes hediondos, com sugestões de 16 anos pela esquerda e 14 anos por bolsonaristas, o que levou à criação de PECs autônomas.

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, havia protocolado um calendário especial para levar as propostas direto ao plenário nesta quarta-feira.

A Câmara debate o tema há mais tempo e Motta despachou uma proposta no início do ano em acordo com governo e oposição para destravar a PEC da Segurança.

A comissão especial está na fase final da tramitação na Câmara, o que causou incômodo entre deputados diante da iniciativa dos senadores de acelerar uma discussão paralela.

Senadores da oposição afirmaram que a decisão descumpre acordo firmado na reunião de líderes, e Esperidião Amin disse que muitos votaram pela separação do tema com o compromisso de votação nesta semana.

Carlos Portinho, líder do PL, declarou que o governo descumpriu o acordo e que não fará mais acordos com a base de Lula, enquanto governistas também reclamaram e Braga pediu um prazo limite para a Câmara votar a redução.

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