Irã condena ataques dos EUA, acusa violação de acordo nuclear e pede ação da ONU

Em 12 de julho, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou ataques militares dos EUA nas últimas 24 horas, alegando violação do acordo nuclear firmado apenas 25 dias antes. O Irã pediu à ONU e ao Conselho de Segurança que responsabilizassem os agressores e alertou os vizinhos a não apoiar ações militares.
Em 12 de julho de 2024, o Ministério das Relações Exteriores do Irã emitiu um comunicado condenando os ataques militares dos Estados Unidos contra o país nas últimas 24 horas. O ministério acusou Washington de violar o direito internacional e de infringir quase todas as disposições do acordo nuclear firmado apenas 25 dias antes dos ataques.
Segundo o comunicado, os ataques norte‑americanos atingiram infraestrutura de transporte, embarcações pesqueiras, barcaças de carga e instalações meteorológicas no Irã. O órgão também alegou que os militares americanos utilizaram território e instalações de países localizados na costa sul do Golfo Pérsico para realizar os ataques, o que, segundo o Irã, constitui mais um ato de agressão.
O Ministério pediu que as Nações Unidas e o Conselho de Segurança responsabilizem "as partes agressoras e aqueles que as ajudaram e facilitaram". Além disso, alertou os países vizinhos a não apoiarem qualquer ação militar contra o Irã, afirmando que qualquer origem de ataques contra o país seria considerada um alvo legítimo para os "ataques defensivos" das forças armadas iranianas.
O comunicado foi divulgado antes de o Comando Central dos Estados Unidos anunciar uma nova rodada de ataques contra o Irã. A sequência de eventos indica uma escalada significativa do conflito entre os dois países, com o Irã reiterando sua posição de que os EUA estão em violação direta do acordo nuclear e do direito internacional.
A situação permanece em alta tensão, com o Irã pedindo intervenção internacional e a comunidade global observando atentamente os desenvolvimentos no Golfo Pérsico.
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