O cirurgião plástico William Pires asseverou que a atividade sexual, por si só, não constitui risco para a integridade da prótese de silicone localizada nos seios, contrariando temores comuns manifestados por pacientes após a cirurgia estética, enquanto a O rganização Mundial da Saúde (O MS) reforça que uma vida sexual ativa e saudável é fator determinante para o bem-estar físico e mental, sobretudo em processo pós-operatório.
Contexto Médico e Científico da Recuperação Pós-Cirúrgica
A apuração jornalística confirmou que o médico plástico William Pires, referência técnica em procedimentos de mamas, enfatizou que a pressão mecânica ou o esforço físico intenso durante relações sexuais poderiam comprometer a estabilidade da prótese apenas se ocorressem antes do completo processo de cicatrização tecidual, previsto em prazos que variam entre quatro e seis semanas pós-operatório, conforme protocolos estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
Adicionalmente, o relatório da O MS destaca que a atividade sexual estimula a liberação de endorfinas e oxitocina, hormônios associados à redução do cortisol — marcador biológico do estresse — e à melhora da qualidade do sono, fatores cruciais para a regeneração tecidual pós-cirúrgica, embora médicos orientem cautela quanto à carga física aplicada durante o ato.
A prótese de silicone permanece estável na região mamária quando respeitadas as orientações médicas durante o período crítico de cicatrização.
Repercussão Institucional e O rientação ao Paciente
As declarações do Dr. Pires foram corrobóricas pelo Ministério da Saúde, que informou que as diretrizes do SUS recomendam a suspensão temporária de atividades com risco de trauma à região operada, incluindo relações sexuais, até a consolidação da cicatriz, sob pena de complicações como deslocamento da prótese ou ruptura capsular.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) reforçou que a não observância das recomendações pós-operatórias pode ensejar responsabilização profissional ao médico, caso sejam identificados desvios na orientação ou na documentação do acompanhamento clínico.


