A Justiça do Rio de Janeiro acionou, na terça‑feira (15 de setembro), a Interpol por meio da Difusão Vermelha para incluir Wellington Luiz Santos de Souza, conhecido como "Doideira", na lista de procurados internacionais após sua fuga para o Paraguai em agosto de 2026, configurando o quinto suspeito de participar do espancamento fatal que vitimou o ciclista Cláudio Rafael Landeiro em Copacabana.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
A apuração conduzida pela Polícia Civil do Rio (PCERJ) revelou que o crime ocorreu em 12 de agosto de 2024, no bairro de Copacabana, zona sul da capital fluminense, onde a vítima recebeu 63 pauladas em nove minutos, resultando em óbito um dia depois da agressão; a ação penal que já havia tornado réus cinco indivíduos – Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Ailton José da Silva e Wellington Luiz Santos de Souza – foi instruída pelo juiz competente, que deferiu mandado de prisão contra todos eles, embora apenas o último não exercesse função de segurança ou de entregador de aplicativo.
Antecedentes indicam que 'Doideira' teria percorrido o local em seu veículo no exato instante em que Cláudio Rafael era agredido, questionado a suposta conduta roubadora da vítima e, ao receber a confirmação de que se tratava de "ladrão", desferiu um chute à cabeça antes de retornar ao carro e abandonar a cena, conforme registrado por imagens de câmeras de segurança analisadas pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MPERJ).
O criminoso fugiu para o Paraguai em agosto de 2026, gerando a inclusão da sua identificação na Difusão Vermelha da Interpol para facilitar sua localização e eventual extradição.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
A decisão da Justiça fluminense reforça a urgência do mandato de prisão e abre caminho para a cooperação internacional, enquanto o Ministério Público Federal sinaliza a possibilidade de ampliar as acusações com base em elementos que caracterizam homicídio qualificado e uso excessivo da força letal; representantes da Polícia Civil destacam que a captura do fugitivo dependerá da colaboração das autoridades paraguaias e da eficácia das rotas de extradição previstas nos tratados bilaterais.
Nos próximos meses, a expectativa é que a Interpol ative o alerta global contra 'Doideira', permitindo sua identificação em outros países e possibilitando a sua entrega ao Brasil para resposta penal; paralelos são traçados com casos recentes de fugitivos internacionais que, após captura, enfrentaram penas agravadas devido à ausência de comparecimento à audiência.
O prazo para solicitação formal da extradição encontra‑se limitado a noventa dias após a confirmação da prisão no exterior, sob pena de perda do direito à entrega.



