No âmbito de negociações intensas realizadas na véspera do prazo estipulado, o sindicato dos rodoviários firmou acordo com as empresas de ônibus e a Secretaria de Mobilidade, suspendendo a paralisação geral prevista para iniciar na manhã de segunda-feira (27/9), após garantir reajustes salariais de 8%, ampliamento de 10% no tíquete-refeição e na cesta básica, além da manutenção dos postos de cobrador e pagamento de retroativos a partir de 1º de agosto em parcela única.
Contexto Institucional e Histórico da Negociação
A suspensão da greve, efetivada após intensas negociações que se estenderam até a madrugada de domingo, reflete a capacidade da categoria em pressionar por melhorias salariais e benefícios, num cenário de tensão entre interesses sindicais e pressões setoriais.
O acordo, que atende às principais demandas apresentadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do Distrito Federal, inclui o reajuste de 8% nos salários, 10% no tíquete-refeição e cesta básica, e manutenção dos postos de trabalho de cobrador, com pagamento de retroativos a 1º de agosto em parcela única em outubro, conforme confirmado pelo presidente João Dão.
O ganho real dos reajustes equivale a 1,82% sobre a inflação registrada de 4,11% no período, consolidando avanços significativos para a categoria.
Repercussão Jurídica e Estratégias de O peracionalização
O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinou que os rodoviários mantivessem 80% das operações dos ônibus durante os horários de pico e 50% nos demais períodos, sob pena de sanções legais caso descumprissem a ordem judicial.
As autoridades do Distrito Federal classificaram a greve como 'político-eleitoreira', acionando measures judiciais para coibir seu desdobramento em momentos próximos às eleições municipais.



