No início da manhã de 28 de agosto, uma família de Ceilândia registrou o furto de três cavalos — duas éguas e uma potra — da chácara do Incra 9, após a entrada forçada de indivíduos não identificados que arrombaram o portão e levaram os animais amarrados em uma carroça rumo à QNR, local que já havia sido alvo de outras movimentações irregulares na região.
Investigação Criminal e Contexto da Propriedade
A apuração, conduzida pela 19ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) da Polícia Civil do Distrito Federal, confirmou a ocorrência do crime no dia 30 de agosto, com base no boletim de ocorrência formalmente registrado e nas perícias realizadas no local da chácara. O proprietário, Leudivan Santos, relatou que os animais estavam sob sua responsabilidade há mais de dois anos e que o desaparecimento ocorreu após a colocação de ração no dia anterior, indicando planejamento por parte dos autores. Testemunhas locais confirmaram a presença de pegadas equinas próximas ao portão arrombado, reforçando a suspeita de envolvimento logístico com transporte animal.
O s antecedentes da propriedade, vinculada ao Incra 9, apontam para uso misto residencial e agropecuário, com histórico de acesso controlado por meio de portão eletrônico cuja falha mecânica ou sabotagem aparente contribuiu para o descumprimento da segurança rural. A família, residente em endereço distinto, realizava visitas diárias à chácara para alimentação e monitoramento dos animais, o que pode ter exposto rotina e vulnerabilidades ao grupo criminoso.
Quatro equinos foram levados pelos criminosos, mas apenas um — o cavalo Sorriso — conseguiu fugir sozinho e retornar ao local com ferimentos visíveis no corpo e no rabo.
Repercussão Institucional e Desafios na Recuperação Animal
A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou que o caso está sob investigação da 19ª Delegacia de Polícia, com foco na identificação dos autores e na localização dos três animais ainda não encontrados — duas éguas e uma potra —, dois dos quais possuem vínculos afetivos críticos com os familiares. O proprietário Leudivan Santos destacou o impacto emocional causado pela ausência da égua Alerquina, pertencente ao filho Isaac da Silva Santos, cuja ansiedade e estado emocional têm sido afetados desde o furto.
As autoridades destacam a dificuldade técnica na rastreamento de equinos em área rural, especialmente sem rastreadores oficiais nos animais. Enquanto Sorriso foi encontrado com lesões corporais, os demais permanecem desaparecidos, gerando urgência na mobilização de recursos como drones e equipes caninas para busca operacional nas proximidades da QNR.



