Na manhã de sexta‑feira, 11 de outubro, a Polícia Federal prendeu um casal estrangeiro em Florianópolis após denúncia da esposa, cidadã filipina, que relatou ter sido submetida a exploração sexual e restrição de liberdade, conforme consta nos autos da investigação.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
A investigação, coordenada pela Diretoria de Repressão ao Tráfico de Pessoas da PF, começou com a quebra de sigilo do celular da vítima, no qual foram localizados arquivos digitais contendo cenas de abuso sexual contra menores, o que ampliou o escopo da apuração para crimes de tráfico internacional de pessoas e produção de material pedófilo.
O s suspeitos – um homem holandês e uma mulher colombiana – foram identificados a partir de dados bancários e de comunicação interceptados; o homem já possuía ordem de prisão preventiva expedida pelo Juízo da Vara Criminal da Capital catarinense, enquanto a esposa foi detida em flagrante após a confirmação das evidências digitais.
O celular da vítima continha mais de 200 arquivos com cenas de abuso sexual infantil, o que configurou crime hediondo e justificou a prisão em flagrante.
Repercussão Jurídica e Consequências Imediatas
O mandado de prisão preventiva contra o holandês foi deferido com base no risco de fuga e na continuidade dos crimes, conforme laudo pericial que atestava a posse de dispositivos eletrônicos utilizados para coordenar a rede de exploração.
A defesa alegou violação de direitos fundamentais, porém o juiz mantendo a prisão preventiva, reforçou que a medida cautelar é imprescindível para a preservação da integridade da investigação e para a proteção das vítimas.



