No âmbito da gestão fiscal federal, a equipe econômica anunciou, nesta quinta-feira (24/9), o ajuste de R$ 1,9 bilhão no bloqueio orçamentário previsto para 2026, elevando o valor total retido para R$ 16,1 bilhões, em conformidade com as metas do arcabouço fiscal e do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) referente ao quarto bimestre.
Contexto Fiscal e Detalhamento do Ajuste O rçamentário
A publicação do RARDP do quarto bimestre revelou que, entre maio e setembro, R$ 5,7 bilhões foram desbloqueados dos inicialmente congelados R$ 23,7 bilhões, restando, portanto, R$ 17,9 bilhões sob contingenciamento, enquanto o novo limite de bloqueio, ajustado em R$ 1,9 bilhão, fixa-se em R$ 16,1 bilhões para o exercício de 2026.
Este movimento decorre da necessidade de alinhamento entre as previsões orçamentárias e a evolução das receitas primárias, já que o contingenciamento apresentado — de R$ 13,6 bilhões — representa o patamar inferior adotado para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal e evitar desvios significativos no saldo primário.
O bloqueio orçamentário total para 2026 agora atinge R$ 16,1 bilhões após redução de R$ 1,9 bilhão
Repercussão Técnica e Perspectivas de Implementação
A decisão foi formalizada pela equipe econômica com base nos critérios técnicos do arcabouço fiscal e na disponibilidade de margem para superávit, conforme indicado no relatório técnico do Ministério da Economia e no Ministério da Fazenda.
O próximo passo envolve a publicação do Decreto de Programação O rçamentária e Financeira (DPOF), previsto para a próxima quarta-feira (30/9), que detalhará a distribuição dos recursos entre os órgãos públicos conforme a nova configuração orçamentária.



