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Polícia

Mendonça autoriza liberdade de ex-procurador do INSS com tornozeleira eletrônica

PorElielson AlmeidaVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 14:31
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Mendonça autoriza liberdade de ex-procurador do INSS com tornozeleira eletrônica
Fatos Rápidos da Notícia
  • Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS, foi solto por decisão do ministro André Mendonça do STF após ter sido preso em novembro de 2025 e indiciado no esquema de descontos irregulares em aposentadorias
  • Ele foi indiciado por suspeita de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às associações investigadas por meio de contas bancárias de sua esposa
  • A soltura substitui a prisão preventiva por tornozeleira eletrônica e inclui medidas cautelares como proibição de contato com investigados, acesso a entidades do INSS ou Dataprev, saída do país e monitoramento eletrônico
Resumo Editorial

O ministro André Mendonça autorizou a soltura do ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de O liveira Filho, que desviou R$ 11,9 milhões em benefícios irregulares, mantendo-o sob tornozeleira eletrônica e restrições.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) a soltura do ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Virgílio Antônio Ribeiro de O liveira Filho, investigado no esquema de descontos irregulares em aposentadorias, que o mantinha preso desde novembro de 2025.

Contexto Institucional e Procedimentos Judiciários

A decisão foi fundamentada na avaliação de que, com o avanço das investigações da Polícia Federal, a manutenção da prisão preventiva não se justificava mais, considerando que o investigado já havia sido formalmente indiciado por suspeita de receber R$ 11,9 milhões por meio de empresas e contas bancárias de sua esposa, vinculadas a associações sob investigação por prática sistemática de descontos abusivos em benefícios previdenciários.

Virgílio Antônio Ribeiro de O liveira Filho, ex-procurador-geral do INSS e figura central no inquérito que apura o desvio de recursos em benefícios de aposentados e pensionistas, passou a ser submetido a medidas cautelares menos gravosas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contatar investigados, impedimento de acessar entidades do INSS ou Dataprev e restrição à saída do país.

Ponto de Destaque

O ex-procurador-geral do INSS recebeu R$ 11,9 milhões em benefícios irregulares via empresas ligadas a associações investigadas pela Polícia Federal

Repercussão Legal e Desdobramentos Institucionais

A soltura foi acompanhada pela manutenção de restrições rigorosas que visam inibir qualquer tentativa de obstrução à investigação ou contato com os demais envolvidos no esquema.

O ministro André Mendonça destacou que as novas medidas cautelares asseguram que o investigado permaneça afastado dos ambientes propícios ao crime, mantendo-o sob monitoramento eletrônico enquanto as apurações avançam.

Atenção / Ponto Crítico
O ex-procurador-geral do INSS deve cumprir prazo determinado para prestar esclarecimentos à Advocacia-Geral da União sobre suposto afastamento indevido da direção da Polícia Federal

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