Carolina Fernandes, médica de Pato Branco, foi condenada a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por exercer ilegalmente a medicina e apresentar diagnósticos falsos de câncer de pele, prática que enseguida causou prejuízo financeiro estimado em R$ 130,4 mil a 21 vítimas de lesão corporal e 32 casos de estelionato.
Apuração da Irregularidade Profissional e Contexto da Investigação
A condenação proferida pela Justiça de primeira instância consolidou um caso emblemático de abuso profissional na saúde, após investigação conduzida pela Polícia Civil que durou mais de um ano, com oitenta e oito audições de testemunhas e perícia técnica que evidenciou a ausência de especialização em dermatologia.
O inquérito, iniciado em março de 2024, revelou que Carolina Fernandes atuava sem registro no Conselho Regional de Medicina como dermatologista, apresentando laudos falsificados e indicando procedimentos invasivos sem justificativa clínica, o que configurou crime contra a saúde pública e estelionato.
A sentença resultou em mais de R$ 130 mil em prejuízos financeiros aos pacientes e 21 casos documentados de lesão corporal decorrentes de intervenções desnecessárias.
Repercussão Legal e Próximos Desdobramentos
A defesa de Carolina Fernandes informou que pretende interpor recurso perante o Tribunal de Justiça do Paraná, argumentando nulidades processuais e questionando a validade das provas colhidas durante a investigação.
O caso deve servir de parâmetro para futuras fiscalizações criminais sobre a prática irregular da medicina por profissionais sem especialização, reforçando a necessidade de mecanismos efetivos de vigilância sanitária e responsabilização penal.



