A capital paulista viveu o setembro mais chuvoso dos últimos 32 anos, com acumulados de 227,8mm registrados até o dia 14, o que representa 245,2% acima da média histórica prevista para o mês, enquanto a previsão indica a continuidade das precipitações fracas e moderadas até a próxima sexta-feira (18), totalizando quase 20 dias consecutivos de instabilidade atmosférica.
Contexto Meteorológico e Registro Histórico da Precipitação
O s dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (14) pelo Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE) da Prefeitura de São Paulo confirmam que a precipitação acumulada desde o início do mês atinge 227,8mm em média na cidade, superando em mais de duas vezes o esperado para setembro, cujo padrão climatológico é de 66,0mm.
A persistência do fenômeno está ligada à confluência de ventos úmidos oriundos do oceano Atlântico com áreas de instabilidade atmosférica provenientes do Paraná, configurando um cenário de longa duração das chuvas, já que os modelos meteorológicos apontam a manutenção das condições adversas até 18 de setembro, com risco acentuado de alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis.
A capital registrou 245,2% acima da média histórica de setembro, com 227,8mm de precipitação acumulada em apenas 14 dias.
Consequências Humanas e O peracionais das Inundações
O desabamento de um edifício em construção na Rua Tequici, na Penha, durante a madrugada de sábado (12), agravado pelas intensas precipitações, resultou na morte de seis pessoas — três mulheres (incluindo uma grávida), dois homens e uma criança — conforme confirmado pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Civil.
Além do tragedy fatal, alagamentos no Jardim Pantanal e em Jandira causaram interdição de vias, arrastamento de veículos e pedestres, com três pessoas resgatadas no sábado e uma ainda desaparecida no domingo (13), enquanto a Defesa Civil recomenda cautela redobrada contra raios, ventos fortes e correntezas.



