O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) petição que exige a divulgação pública dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Flávio Bolsonaro (PL) e de seus familiares, bem como de Lula e de sua rede familiar, com prazo estipulado para 21 de outubro, cinco dias antes do segundo turno das eleições.
Contexto Institucional e Antecedentes da Petição
A iniciativa foi formalizada por meio de documento assinado pelo relator da ação no TSE, ministro André Mendonça, que atua como responsável pela análise jurídica da demanda, e prevê a abertura dos dados pessoais dos candidatos e de seus familiares nos últimos oito anos, abrangendo Lula, Rosângela Lula, os cinco filhos e dois netos maiores de 18 anos, assim como Jair Bolsonaro, sua mãe, três irmãos e esposa.
A petição depende da contrapartida de Flávio Bolsonaro, que aceitaria o desafio proposto por Lula durante debate na TV Band no dia 18 de outubro, quando o presidente afirmou que o adversário deveria abrir seus sigilos para que a população soubesse "quem é ladrão neste país".
A petição exige a divulgação de dados bancários, fiscais e telefônicos de ambos os candidatos e seus familiares ao longo de oito anos.
Repercussão Política e Desafios Técnicos para a Justiça Eleitoral
O ministro André Mendonça, designado relator da ação no TSE, destacou que a análise da petição demandará tempo técnico rigoroso, o que dificulta a sua tramitação antes do segundo turno eleitoral em 25 de outubro.
Especialista em direito penal e tribunais superiores Fábio Souto afirmou que, mesmo com a aceitação do desafio por parte de Flávio Bolsonaro, seria "impossível" que a Justiça Eleitoral cumprisse a medida até o próximo domingo (25/10), devido à necessidade de oficiar órgãos de controle para requisição dos dados sigilosos.



