A veterinária Manuela Sena alerta que o asfalto exposto ao sol durante o pico térmico pode causar queimaduras graves nas patas dos cães, exigindo que os tutores verifiquem a temperatura do piso com as próprias mãos antes de sair para passeios, evitando assim danos irreversíveis à saúde animal.
Contexto Institucional e Precauções Preventivas
A apuração junto à Secretaria de Proteção Animal e ao Conselho Federal de Medicina Veterinária confirmou que o asfalto, ao atingir temperaturas superiores a 45 °C em horários de pico, atua como fonte contínua de lesões térmicas nas coxas dos cães, onde a termorregulação por meio dos coxins se mostra ineficaz diante do calor intenso.
Antecedentes registrados pelo Conselho Federal indicam que mais da metade dos casos de queimaduras em patas atendidos em clínicas veterinárias ocorre entre novembro e março, período marcado por altas temperaturas e maior circulação de animais em vias públicas, reforçando a necessidade de protocolos preventivos baseados em orientações técnicas rigorosas.
Queimaduras nas patas de cães podem surgir quando o asfalto ultrapassa 45°C, temperatura já detectável ao toque humano e extremamente perigosa para os animais.
Repercussão Técnica e O rientações Profissionais
As declarações da veterinária Manuela Sena, responsável pela Clínica Veterinária Saúde Animal em Belo Horizonte, destacam que a utilização de botinhas para as patas é desaconselhada, pois impede a troca térmica natural do animal, aumentando o risco de superaquecimento e complicações neurológicas associadas à termorregulação comprometida.
Profissionais da categoria recomendam ainda que os tutores adotem a prática de verificar a sensibilidade das patas ao retornar dos passeios, aplicando compressas frias em caso de lesão e evitando o uso de substâncias caseiras sem supervisão técnica para prevenir infecções secundárias.



