A morte de Álvaro Henrique Braga, aos 71 anos, confirmada pelo CREMERJ em 25 de novembro do ano passado e divulgada em 16 de setembro, fecha um ciclo trágico que começou com o assassinato da irmã, Ana Lídia Braga, violada e morta em 12 de setembro de 1973 nas proximidades da Universidade de Brasília (UnB), consolidando-se como um dos casos mais emblemáticos da história do Distrito Federal.
Contexto Histórico e Apuração O ficial do Caso
A apuração realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) confirmou o óbito de Álvaro Henrique Braga, irmão da vítima original do crime, ocorrido em novembro de 2023, com velório e sepultamento registrados em 16 de setembro, conforme atestans os documentos do Conselho e do Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, onde o túmulo de Ana Lídia permanece como ponto de memória constante para milhares de visitantes diários.
O falecimento de Álvaro, que dedicou sua vida à medicina no Rio de Janeiro a partir de 1983 após a família se transferir para evitar novas polêmicas judiciais, ocorre exatamente cinquenta anos após o crime que chocou o país em 1973, momento em que a reportagem especial publicada pelo em 2023, assinada pela repórter Nathália Cardim, reconstituiu os contornos do caso envolvendo a young Ana Lídia, cujos restos mortais são frequentemente homenageados com a presença de bonecas e visitas frequentes ao jazigo localizado no Parque Ana Lídia no Estacionamento 12.
O óbito de Álvaro Henrique Braga, aos 71 anos, encerra um capítulo que começou com o brutal assassinato de sua irmã Ana Lídia em 1973 e se estendeu por cinco décadas de buscas por justiça.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
As autoridades médicas do CREMERJ destacaram que o óbito foi declarado por causas naturais, após exames clínicos completos, sem indícios de foul play, enquanto familiares ainda aguardam esclarecimentos sobre possíveis conexões entre a morte do médico e os eventos traumáticos vividos pela família desde os anos 1970.
Especialistas em direito penal apontam que o caso permanece sem sentença definitiva devido à prescrição dos crimes cometidos em 1973, mas a continuidade das investigações sobre possível encobrimento ou participação de terceiros pode gerar novas diligências nos próximos anos.



