A primeira-dama Rosângela Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram, em 24 de agosto, o teleatendimento em saúde mental voltado para mulheres em situação de violência e mães atípicas no SUS, com oferta inicial de 100 mil atendimentos mensais pelo aplicativo Meu SUS Digital.
Contexto Institucional e Estratégico da Nova Medida
A iniciativa foi oficialmente divulgada durante cerimônia em Brasília que contou com a presença das ministras Rachel Barros (Igualdade Racial) e Eutália Barbosa (Mulheres), além do ministro Alexandre Padilha, que destacou o caráter inovador do serviço como estratégia para ampliar o acesso ao cuidado psicológico especializado.
O projeto contempla 100 mil teleatendimentos mensais, com cada usuária autorizada a realizar até 10 sessões, podendo reiniciar o ciclo conforme necessidade, e prevê encaminhamento para Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outros pontos da rede de saúde mental após o término do tratamento.
A estrutura operacional prevê horários ampliados de segunda a sexta-feira das 8h às 20h e aos sábados das 8h às 14h, com atendimento realizado exclusivamente por psicólogas mulheres via plataforma AgSUS integrada ao Meu SUS Digital.
Serão oferecidos 100 mil teleatendimentos mensais para mulheres em situação de violência e mães atípicas no SUS.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
A ministra da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a medida representa uma evolução no modelo de atenção psicossocial do SUS, funcionando como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e reforçando o compromisso governamental com políticas públicas voltadas à saúde mental feminina.
Especialistas apontam que a demanda reprimida por serviços especializados para mulheres vítimas de violência e cuidadoras de pessoas com deficiência ou transtornos neurodesenvolvimentais tem sido historicamente negligenciada, justificando a criação do Acolhe Mais como resposta estratégica do Estado.
A expectativa é que o programa sirva de modelo para futuras expansões do teleatendimento em outras áreas críticas da saúde mental, com possível ampliação do público-alvo e integração com políticas de prevenção ao suicídio e violência doméstica.



