O partido Solidariedade teve o voto mais caro destas eleições. Cada candidato da legenda gastou o equivalente a R$ 46,60 por voto obtido. Presidida pelo deputado Paulinho da Força (SP), a sigla lançou 455 candidatos no primeiro turno deste ano. Ao todo, eles declararam à Justiça Eleitoral ter gasto R$ 77,79 milhões e obtiveram 1.669.375 votos. O próprio Paulinho da Força não foi candidato este ano.
Em seguida, vem o Cidadania. A legenda lançou 143 candidatos, que gastaram R$ 27,1 milhões. Juntos, eles obtiveram 671.323 votos, resultando em um custo equivalente a R$ 40,49 por voto. Em terceiro lugar, vem o PRD, partido do Centrão criado em outubro de 2022 a partir da fusão dos antigos Patriota e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). A sigla lançou 441 pessoas e gastou R$ 90,4 milhões. Cada voto custou o equivalente a R$ 31,31.
Na outra ponta da tabela, com os votos mais baratos, estão partidos pequenos e baseados em militância. A Rede lançou 308 candidatos e gastou cerca de R$ 30,4 milhões. O grupo obteve pouco mais de 11,2 milhões de votos, resultando em um custo por voto de R$ 2,69. A UP lançou 120 candidatos, que gastaram R$ 1,6 milhão, a um custo por voto de R$ 1,87. Já a Missão, do candidato à Presidência Renan Santos, lançou 496 candidatos. Eles declararam gastos de R$ 9,02 milhões e obtiveram 5.553.674 votos. O resultado é um custo por voto de R$ 1,62.
O PCB teve o voto mais barato entre os partidos analisados: cada sufrágio saiu por R$ 0,79. No caso do Partidão, foram apenas 12 postulantes em todo o Brasil.
Campeões de votos no primeiro turno, PL e PT ficam no fim da tabela com custos parecidos por voto. O PL obteve 239,8 milhões de votos com seus 1.514 candidatos, que gastaram pouco mais de R$ 1,1 bilhão. O resultado é um custo por voto de R$ 4,85. Já o PT lançou 1.035 candidatos e obteve 197,8 milhões de votos. Ao todo, os candidatos petistas declararam ter gasto R$ 680,1 milhões, a um custo por voto de R$ 3,44.



