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Polícia

Três PMs do Rio presos por negociar propina com clínica para escolta privilegiada

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 58 min
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Três PMs do Rio presos por negociar propina com clínica para escolta privilegiada
Fatos Rápidos da Notícia
  • Tres policiais militares do 39º Batalhão da PM, lotados em Belford Roxo entre setembro e outubro de 2021, foram alvos de operação do Ministério Público do Rio (MPRJ) na quinta-feira, 10 de setembro, por suspeita de cobrança de propina em troca de policiamento privilegiado à Clínica Fênix, em Belford Roxo.
  • O Gaesp constatou que o trio recebeu e negociou pagamentos que variaram de R$ 50 para um acordo de R$ 100, com mensagens de WhatsApp comprovando a negociação e a identificação de um valor intermediário de R$ 50.
  • A Operação Patrinus, deflagrada em maio de 2024 pelo Gaesp/MPRJ com apoio da Corregedoria-Geral da PM e da Seppen, resultou na prisão de dez militares em agosto de 2025 por achacar comerciantes e na denúncia de onze PMs por receber propina para prestar segurança a estabelecimentos.
Resumo Editorial

Três PMs do Rio foram presos por cobrar propina entre R$ 50 e R$ 100 para garantir escolta privilegiada à Clínica Fênix, entre setembro e outubro de 2021.

Na manhã de quinta-feira, 10 de setembro, o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou ação penal contra três militares da ativa do 39º Batalhão da PM, lotados em Belford Roxo, suspeitos de cobrar propina para garantir policiamento privilegiado à Clínica Fênix, empresa localizada no mesmo município entre setembro e outubro de 2021, período em que integraram a corporação e foram alvos de investigação conduzida pelo Gaesp em conjunto com a Corregedoria-Geral da PM e a Seppen.

Apuração e Contexto da O peração Patrinus

O Gaesp constatou, por meio de análise de mensagens extraídas de dispositivos móveis e interceptações, que os três militares negociaram valores que variaram de R$ 50 a R$ 100, mediante acordos verbais e comprovações documentais que atestam a prática sistemática de extorsão em troca de serviços de segurança direcionados a estabelecimentos comerciais identificados como 'padrinhos'.

O s fatos ocorreram no âmbito do 39º Batalhão da PM, entre setembro e outubro de 2021, período em que os acusados, já desmilhados ou em processo de expulsão da corporação após denúncia à Auditoria da Justiça Militar, teriam mantido contato constante com representantes da Clínica Fênix, coordenando rotas ostensivas, priorizando abordagens e comparecendo ao local sob o amparo institucional para favorecer interesses privados.

Ponto de Destaque

O Gaesp identificou pagamentos que variaram de R$ 50 a R$ 100 em troca de policiamento privilegiado concedido à Clínica Fênix.

Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro

A Corregedoria-Geral da PM e a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) confirmaram o apoio logístico à operação Patrinus, ressaltando que o caso integra um amplo esforço para combater a infiltração criminosa dentro das estruturas militares, com ênfase na responsabilização disciplinar e penal dos envolvidos.

Especialistas em direito militar apontam que os réus podem enfrentar sanções que incluem demissão sumária, perda de benefits e condenação em regime fechado, conforme previsto no Regimento Interno da PM e no Código Penal Militar.

Atenção / Ponto Crítico
O s militares respondem por crime de corrupção passiva militar com pena máxima de 8 anos de reclusão e perda da patente.

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