Na terça‑feira (6), a Justiça de São Paulo condenou Leonardo Monteiro Moja, conhecido como "Leo do Moinho", a 21 anos de reclusão por organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico, enquanto o Estado foi autorizado a apreender o estabelecimento Ferro Velho Moinho, localizado na região central da capital paulista.
Contexto Institucional e Histórico da O peração
A sentença, proferida pelo juiz da 31ª Vara Criminal da Capital, consolidou uma investigação que revelou a utilização da Favela do Moinho como hub logístico para o armazenamento, preparação e distribuição de entorpecentes direcionados à região da Cracolândia.
Antecedentes indicam que Moja coordenava a ramificação do PCC na zona leste paulistana e mantinha vínculos operacionais na Baixada Santista, sendo apontado como figura-chave na estrutura que abastecia os principais polos de consumo e tráfico da metrópole.
O magistrado destacou que a conduta do réu fomenteu a degradação do espaço urbano, intensificou a circulação de drogas e amplificou a insegurança da população residente no centro.
A condenação inclui ainda 2.350 dias‑multa – equivalente a um salário mínimo por dia – e R$ 1 milhão em danos morais coletivos, além do perdimento do patrimônio Ferro Velho Moinho em favor do Estado de São Paulo.
A Justiça determinou o perdimento do Ferro Velho Moinho e impôs 2.350 dias‑multa somados a R$ 1 milhão em danos morais coletivos
Repercussão Jurídica e Econômica Imediata
O Poder Judiciário comunicou que o bem apreendido integrava a estrutura econômica do PCC, sendo administrado por integrantes da organização criminosa sem comprovação direta de lavagem de dinheiro.
A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso evidencia o comprometimento de estabelecimentos comerciais por atores do crime organizado e reforçou as medidas de monitoramento das áreas centrais da capital.



