Na manhã de 8 de outubro, o escritor Augusto Cury, candidato à Presidência pelo partido Avante e terceiro colocado na disputa eleitoral com 2,89% dos votos válidos (3,4 milhões), formalizou seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, após videoconferência em que exigiu compromissos de governar sem ódio e sem vingança e assinou documento com compromissos programáticos, sem negociação por cargos.
Contexto Institucional e Histórico da Aliança Política
A decisão de Cury, tomada após conversa por videochamada na quinta-feira (8/10), representou ruptura com sua postura inicial de manter silêncio sobre a escolha entre Lula e Flávio, anunciada logo após a votação de 4 de outubro, quando asseverou que não se pronunciaria sobre a disputa presidencial.
O apoio foi consolidado mediante assinatura de documento contendo compromissos programáticos para um eventual governo, com Cury destacando que não houve negociação por cargos, reforçando sua exigência de governança inclusiva e técnica, em contraste com a polarização acirrada que permeia o pleito entre os candidatos do PT e do PL.
Cury recebeu 3,4 milhões de votos no primeiro turno, equivalente a 2,89% dos válidos, e firmou apoio ao senador com a condição de governar sem ódio e sem vingança.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
A formalização do apoio gerou repercussão imediata entre os principais atores políticos: Flávio Bolsonaro celebrou a decisão como 'surpresa muito agradável', enquanto Cury justificou sua escolha pela divergência econômica com Lula, citando 'modelo que vem asfixiando o Brasil com juros altíssimos' e rejeição à 'reeleição radicalmente'
Esse movimento amplia a lista de antigos adversários de Flávio que migraram para o PL, incluindo os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além da deputada Clariana Barão (DC), consolidando uma estratégia de costura política que visa atrair eleitores centristas e moderados para o segundo turno.



