Na manhã de 11 de outubro, durante coletiva de imprensa realizada no quartel‑geral da campanha petista em Brasília, o porta‑voz da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e líder da bancada do PT no Senado, Camilo Santana, comunicou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública será submetida à votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta‑feira subsequente, 14 de outubro, após a aprovação do texto‑base em setembro.
Contexto Institucional e Procedimentos Legislativos
A CCJ já havia apreciado o texto‑base da PEC em setembro, porém proposições de destaque apresentadas pelos partidos da oposição impediram a sua tramitação para o plenário, gerando a necessidade de que o senador O tto Alencar (PSD‑BA) paute as pendências remanescentes e que o governo insira um requerimento para agilizar a votação em plenário.
O relator da matéria, senador Rogério Carvalho (PT‑SE), mantém grande parte do conteúdo aprovado pela Câmara dos Deputados em março, estratégia que visa acelerar a consecução da proposta, que prevê a inserção do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e amplia as competências da União, atualmente restritas aos estados.
A iniciativa contempla a ampliação das atribuições das Polícias Federal e Rodoviária Federal no combate a facções e prevê endurecimento nas medidas contra os líderes de organizações criminosas, ao mesmo tempo em que discute a redistribuição de recursos oriundos das apostas esportivas, cujo trecho original destinava 30% das receitas ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao Fundo Penitenciário Nacional.
A PEC prevê a criação do novo Ministério da Segurança Pública, desmembrando o Ministério da Justiça, como prioridade declarada pelo governo.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social, reiterou que, se aprovada, a PEC possibilitará ao presidente Lula instituir o Ministério da Segurança Pública nas próximas semanas, sinalizando uma reestruturação administrativa sem precedentes no aparato federativo.
A expectativa é que a nova pasta ministerial consolide as políticas de segurança em um órgão centralizado, facilitando a coordenação entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e demais entidades, ao passo que o Congresso analisa eventuais ajustes no texto original.



