Carregando...
Voltar para a página inicial
Saúde

Técnica de enfermagem sofre enforcamento com cabo de celular em UPA, diz Coren-DF

PorFrancisco DutraVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 17:59
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Técnica de enfermagem sofre enforcamento com cabo de celular em UPA, diz Coren-DF
Fatos Rápidos da Notícia
  • A técnica de enfermagem de 46 anos foi enforcada com o cabo de um carregador de celular por uma paciente de 54 anos na UPA do Riacho Fundo II, no DF, na terça-feira (29/9).
  • O ataque ocorreu em uma unidade pública de saúde do Distrito Federal e resultou na necessidade de socorro imediato por parte de colegas de plantão, com a profissional sendo encaminhada para avaliação e posteriormente afastada das atividades.
  • O Coren-DF cobrou a adoção de uma política antiviolência e a regulamentação das leis nº 7.743/2025 e 7.934/2026, que visam reforçar a segurança dos profissionais de saúde com vigilância privada e criação do Programa de Proteção e Segurança Integral.
Resumo Editorial

Coren-DF exige implementação urgente de políticas antiviolência, incluindo vigilância privada e protocolos de segurança, em resposta ao grave enforcamento sofrido por técnica de enfermagem na UPA do Riacho Fundo II.

Na terça-feira, 29 de setembro, uma técnica de enfermagem de 46 anos foi submetida a um brutal atentado dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II, no Distrito Federal, após ser enforcada com o cabo de um carregador de celular por uma paciente de 54 anos, fato que reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade dos profissionais de saúde em unidades públicas e demandou respostas imediatas das autoridades sanitárias e do Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal.

Contexto Institucional e Procedimentos Apurados

A vítima, identificada apenas como técnica de enfermagem por opção própria, encontrava-se em pleno exercício de suas funções quando a paciente, durante atendimento clínico, exibiu comportamento agressivo e, após ser contida inicialmente pela equipe, utilizou o cabo do carregador de celular para aplicar a tentativa de enforcamento, sendo prontamente interrompida por colegas que estavam de plantão e encaminhada a avaliação médica imediata; o episódio gerou comoção entre os profissionais presentes e mobilizou a direção da unidade para adoção urgente de medidas protetivas e acionamento das instâncias competentes.

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) rapidamente requisitou ao Instituto de Gestão Estratégica do DF (Iges-DF), responsável pela administração das UPAs, bem como à Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), a adoção imediata de uma política antiviolência institucionalizada e o cumprimento das recém-sancionadas Leis nº 7.743/2025 e 7.934/2026, que dispõem sobre a obrigatoriedade de serviços de vigilância privada em unidades públicas de saúde e a criação do Programa de Proteção e Segurança Integral aos Profissionais de Saúde, respectivamente.

Ponto de Destaque

Mais de 70% dos profissionais de saúde já sofreram algum tipo de violência no exercício da profissão, segundo levantamento do Coren-DF em 2024.

Repercussão Legal e Perspectivas Futuras

Em pronunciamento oficial, Elissandro Noronha, presidente do Coren-DF, destacou a urgência da implementação imediata das políticas de segurança: "Até quando a enfermagem terá que suportar a violência no exercício da profissão? Até onde pode chegar a ira de alguém que não conseguiu atendimento? Basta de violência! A enfermagem está na linha de frente para cuidar e também deve ser protegida", reforçando a necessidade da regulamentação efetiva das leis recentes e da fiscalização rigorosa dos protocolos emergenciais.

Com base nas medidas previstas no Programa de Proteção e Segurança Integral, o Iges-DF informou estar avançando na instalação de botões do pânico em todos os setores críticos das UPAs, na contratação efetiva de vigilantes privados treinados para atuar nas unidades públicas e na capacitação continuada da equipe multiprofissional para lidar com crises comportamentais em pacientes sob risco.

Atenção / Ponto Crítico
As sanções previstas nas novas legislações podem chegar a R$ 50 mil por infração grave ou até 3 anos de detenção para gestores que negligenciem a implementação obrigatória das medidas antiviolência.

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio