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Política

Servidora denuncia prefeito e vice por pressão para fechar grupo de 12 mil membros no Facebook

PorAmanda BarradasVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 00:38
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Servidora denuncia prefeito e vice por pressão para fechar grupo de 12 mil membros no Facebook
Fatos Rápidos da Notícia
  • Elaine Cristina dos Santos Triveloni, agente comunitária de saúde em Penápolis, acusa o prefeito Carlos Henrique Rossi Catalani e a vice-prefeita Mirela Fink Hassan Rufato de usarem o poder político para pressioná-la a fechar o grupo “Língua Solta Penápolis” no Facebook
  • A denúncia foi protocolada na Justiça Eleitoral em 1º de outubro e envolve suspeitas de abuso de poder e tentativa de censura em uma cidade de 63.317 habitantes
  • O servidor municipal Armando Soares, chefe de Cultura da prefeitura e candidato a vereador pelo Novo, é apontado como intermediário das pressões, tendo oferecido o retorno de Elaine ao antigo posto de saúde em troca do fechamento do grupo
Resumo Editorial

A denúncia na Justiça Eleitoral acusa o prefeito e vice de usar cargo público para pressionar o fechamento de grupo cívico com 12 mil membros no Facebook, configurando abuso de poder político e violação da isonomia eleitoral.

Em Penápolis, município de 63.317 habitantes no interior de São Paulo, a agente comunitária de saúde Elaine Cristina dos Santos Triveloni protocolou na Justiça Eleitoral denúncia que acusa o prefeito Carlos Henrique Rossi Catalani e a vice-prefeita Mirela Fink Hassan Rufato de empregarem o poder político para pressioná-la ao fechamento do grupo "Língua Solta Penápolis" no Facebook, que reúne mais de 12 mil membros e funciona como espaço virtual de debate cívico.

Contexto Institucional e Apuração da Denúncia

A investigação, protocolada em 1º de outubro pela coligação "Simplicidade e Trabalho que Transformam", composta por PP, MDB, Podemos, PL e União Brasil, apura suposto abuso de poder e tentativa de censura por meio da utilização de cargo público para coibir críticas eleitorais, com base em conversas anexadas ao processo que revelam Armando Soares — chefe de Cultura da prefeitura e candidato a vereador pelo Novo — oferecendo o retorno de Elaine ao antigo posto no Jardim Del Rey em troca do desativamento do grupo.

O fato se insere em um cenário de tensões políticas locais, onde a transferência forçada de Elaine para o bairro Silvia Costa, 8 km distante do Jardim Del Rey, realizada em julho de 2022 sem justificativa formal, teria servido como sanção por suas manifestações no grupo, enquanto a promessa de reintegração ao cargo originário, vinculada à CLT, evidencia risco de demissão caso a condição seja aceita.

Ponto de Destaque

A denúncia aponta uso direto de cargo público para coibir críticas eleitorais em plena campanha municipal em cidade de 63.317 habitantes.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Políticos

O advogado eleitoral Alexandre Rollo destacou que o artigo 73, inciso V, da Lei 9.504/97 vedado a apadrinhamentos e perseguições políticas em campanhas, configura infração grave passível de multa ou cassação, complementado pela possível aplicação do artigo 22 da LC 64/90 sobre abuso do poder político, previsto para casos de conduta que sacrifique a isonomia eleitoral.

Diante da denúncia formalizada na Justiça Eleitoral e da pressão da sociedade civil para transparência administrativa, aguarda-se decisão sobre a cassação dos registros de candidatura dos investigados e eventual inelegibilidade por até oito anos caso as acusações sejam confirmadas.

Atenção / Ponto Crítico
A Justiça Eleitoral deve decidir sobre a cassação dos candidatos até seis meses após o registro da denúncia, sob pena de anulação das eleições municipais se comprovada infração à Lei 9.504/97.

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