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Polícia

PF escrivão avisou alvos dias antes da operação no RJ

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 19 min
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PF escrivão avisou alvos dias antes da operação no RJ
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Polícia Federal investiga o vazamento de informações sigilosas da Operação Unha e Carne, que apura um esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis no Rio de Janeiro
  • A 8ª fase da operação foi deflagrada em 15 de abril de 2026, resultando na prisão de seis pessoas, incluindo o deputado eleito Márcio Canella e o delegado Marcus Vinicius Amim Fernandes
  • O escrivão Fábio Henrique Ferreira dos Santos é suspeito de ter avisado os alvos da operação por meio de mensagens e ligações nos dias anteriores à deflagração
Resumo Editorial

A PF identificou vazamento prévio de dados da O peração Unha e Carne por intermédio do escrivão Fábio Henrique, que avisou alvos via WhatsApp semanas antes da deflagração, resultando em 6 prisões preventivas.

Na manhã de 15 de abril de 2026, a Polícia Federal deflagrou a 8ª fase da O peração Unha e Carne, culminando na prisão preventiva de seis indivíduos, entre eles o deputado eleito Márcio Canella e o delegado Marcus Vinicius Amim Fernandes, em razão de suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis no Rio de Janeiro, com indícios robustos de vazamento prévio de informações sigilosas da investigação por intermédio do escrivão Fábio Henrique Ferreira dos Santos.

Contexto Institucional e Evidências do Vazamento

A investigação da Polícia Federal apura o extravio de dados sigilosos da O peração Unha e Carne, que desdobra-se sobre um complexo esquema de lavagem de dinheiro operado por uma rede de postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro, conforme constatado por meio de interceptações telefônicas, mensagens digitais e perícia documental; entre os elementos centrais do caso está o suposto aviso prévio dado ao alvo Fábio Henrique Ferreira dos Santos, escrivão da instituição, que teria mantido 13 trocas via WhatsApp com o operador financeiro Pablo Russo nos dias anteriores à deflagração, além de cinco ligações entre 3 e 4 de julho e um encontro presencial no dia 6 de julho, exatamente na véspera da ação policial.

Antecedentes revelam que Fábio Henrique acionou o modo temporário das mensagens no WhatsApp para dificultar a recuperação do conteúdo das conversas, enquanto câmeras do condomínio em que residia Russo captaram sua movimentação com veículos no período em que teriam sido removidos documentos e itens incriminadores, reforçando indícios de conluio interno com a organização criminosa.

Ponto de Destaque

Seis prisões preventivas e 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sete municípios do Rio de Janeiro, incluindo Belford Roxo, Niterói e Petrópolis.

Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras

A Justiça Federal decretou o sequestro de bens e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas vinculadas à suposta rede criminosa, sendo 96 postos de combustíveis utilizados como fachada para legalizar recursos ilícitos provenientes da lavagem de dinheiro e corrupção estrutural.

O Ministério Público Federal aguarda parecer do Superior Tribunal Federal sobre o pedido cautelar para afastamento imediato do escrivão Fábio Henrique Ferreira dos Santos das funções públicas e proibição de acesso aos sistemas informáticos da Polícia Federal, enquanto o inquérito segue sob rigoroso sigilo para preservar a integridade da investigação.

Atenção / Ponto Crítico
O afastamento cautelar do escrivão Fábio Henrique Ferreira dos Santos dependerá da decisão liminar do STF até 30 dias após o recebimento do pedido pela Procuradoria-Geral da República.

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