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Polícia

Vereador de Macapá e Servidores Afastados na Operação Cavalo de Tróia

PorO AntagônicoVerificadoOrtografia IAPublicado Há 28 min
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Vereador de Macapá e Servidores Afastados na Operação Cavalo de Tróia
Fatos Rápidos da Notícia
  • Vereador Daniel Theodoro (PSOL), seu suplente e dois servidores públicos foram afastados pela Justiça durante a Operação Cavalo de Tróia, realizada em 15 de novembro pela Polícia Civil com apoio do Gaeco, suspeita de um esquema que beneficiou integrantes da facção Família Terror do Amapá (FTA) com vagas de emprego e favorecimentos no sistema prisional.
  • Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em residências, gabinetes da Câmara Municipal de Macapá e no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).
  • A Justiça determinou medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados, testemunhas e lideranças presas da facção, além de impedimentos para acesso a órgãos públicos e sistemas institucionais relacionados às suas funções.
Resumo Editorial

A O peração Cavalo de Tróia desarticulou esquema de corrupção que vinculava cargos públicos à Facção Terror do Amapá, resultando no afastamento de nove investigados, inclusive o vereador Daniel Theodoro.

Durante a O peração Cavalo de Tróia, deflagrada na manhã de 15 de novembro pela Polícia Civil com apoio do Gaeco, nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências, gabinetes da Câmara Municipal de Macapá e no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), resultando no afastamento imediato do vereador Daniel Theodoro (PSOL), seu primeiro suplente, dois servidores públicos e o diretor do Departamento de Ressocialização e Cidadania do Iapen, suspeitos de participarem de um esquema que beneficiou integrantes da facção criminosa Família Terror do Amapá (FTA) com empregos públicos e vantagens no sistema prisional.

Contexto Institucional e Apuração da O peração

A investigação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime O rganizado (Gaeco) apura indícios de que pessoas vinculadas à FTA foram indicadas para vagas em empresas que prestam serviços ao poder público em troca de apoio político a agentes públicos e favorecimentos dentro do sistema prisional, inclusive benefícios a um dos líderes da facção que cumpre pena no Iapen; as diligências, que incluíram o sequestro de documentos e equipamentos, revelaram padrões de interferência na administração pública e na gestão penitenciária, com base em entrevistas, análise de planilhas e cooperação de delatores.

Antecedentes recentes indicam que a FTA tem histórico de atuação no Amapá, com vínculos com o tráfico local e histórico de influência em estruturas administrativas, o que reforça suspeitas de um esquema estruturado de corrupção que utilizava cargos públicos para garantir proteção e benefícios a seus membros, configurando crime contra a administração pública e organização criminosa.

Ponto de Destaque

Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em pontos estratégicos da administração pública e prisional, evidenciando a dimensão estruturada do suposto esquema corruptivo.

Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos

O presidente da Câmara Municipal de Macapá, Pedro Dalua, manifestou seu repúdio à deflagração da operação dois dias após a posse da Mesa Diretora, destacando que as buscas ocorreram em apenas duas salas da Câmara e que o alvo direto — Daniel Theodoro — é integrante da chapa vencedora, configurando possível viés político; ele ressaltou que a Casa não se opõe ao combate ao crime organizado, mas exige imparcialidade, legalidade e transparência na condução das investigações por parte das autoridades policiais.

A Justiça determinou medidas cautelares que proíbem os investigados de contatar líderes presos da FTA, bem como restringem seu acesso a órgãos públicos e sistemas institucionais ligados às suas funções, enquanto o delegado responsável pelo caso enfrenta pedido de afastamento cautelar pela Procuradoria da Câmara sob alegação de motivação alheia à investigação.

Atenção / Ponto Crítico
O s investigados estão proibidos de contatar líderes da FTA presos e têm seus acessos a órgãos públicos e sistemas institucionais suspensos por decisão judicial.

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