A defesa de Daniel Vorcaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição com informações de perícia sobre material entregue pela Polícia Federal a partir do celular apreendido em 17 de novembro de 2025, durante a Operação Compliance Zero. Segundo os advogados, o aparelho foi manuseado entre 23h22 de 17 de novembro e 2h25 do dia 18, já sob custódia policial e em modo avião, com registro oficial de 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal pelo componente de reconhecimento oficial e três conexões pela porta USB.
Os advogados afirmam que o banco de dados do WhatsApp foi modificado às 1h48min14s, seis segundos depois de uma dessas conexões, e que no dia 18 de novembro foram modificados 657 arquivos, sendo 59 bancos de dados, além da criação de 436 arquivos, entre eles 94 imagens e cinco bancos de dados. A defesa destacou ainda que o relatório entregue contém 340 arquivos com data de modificação em 13 e 14 de maio de 2026, quase seis meses após a extração datada de 19 de novembro de 2025.
O documento também aponta lacunas no termo de apreensão, assinado de madrugada, que não indicaria marca, número de série, IMEI, estado do aparelho nem lacres. A defesa ressalta que o campo do lacre no ofício de requisição de perícia está em branco e que os números aparecem apenas em anotação manuscrita sobre uma fotocópia, sendo a mesma fotografia usada para representar dois aparelhos distintos.
Ao STF, a defesa do dono do liquidado Banco Master ratificou o pedido de substituição da prisão preventiva pela imposição de medidas cautelares. Os advogados sustentam que não é possível verificar a integralidade do conteúdo extraído, sua correspondência com o relatório entregue nem a origem e o alcance das alterações registradas entre a abordagem e a extração.



