Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) nas eleições de Meio de Mandato, conhecidas como Midterms, para escolher os representantes da Câmara dos Deputados e parte do Senado. O pleito funciona como um termômetro da avaliação do governo e representa um teste direto para o presidente Donald Trump, que busca manter as maiorias republicanas nas duas Casas do Congresso.
O custo de vida surge como uma das principais preocupações dos eleitores neste ciclo. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em outubro mostrou que metade dos entrevistados registrados para votar considera o tema o fator mais importante na decisão eleitoral. Dados apontam alta de 1,8% nos custos de mantimentos no último ano e aumento de 2,1% nos preços das casas, segundo órgãos federais.
A imigração também é um tema central da disputa. Dados preliminares do Departamento de Segurança Interna indicam queda de 95% no número de imigrantes detidos na fronteira sudoeste em comparação com o governo do ex-presidente Joe Biden, mas a política migratória enfrenta críticas após confrontos fatais envolvendo agentes federais no Maine, Minnesota e Texas.
A popularidade do presidente é outro elemento decisivo. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na véspera da eleição apontou que 32% dos norte-americanos aprovam Trump, número próximo à mínima histórica de 31%. Já levantamento da CNN mostra que 49% dos entrevistados preferem o candidato democrata de seu distrito, contra 39% que optam pelo republicano.
Uma eventual mudança na composição do Congresso pode dificultar a aprovação de projetos de Trump e ampliar o poder de fiscalização da oposição sobre o governo. Caso os democratas conquistem a maioria em uma das Casas, terão mais espaço para barrar propostas da administração e investigar ações do presidente.



